Redução de vigilantes gera manifestação em Fortaleza

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Em protesto à retirada de 62 trabalhadores vigilantes das agências do Banco do Brasil no Ceará, foi realizada uma ação conjunta dos Sindicatos dos Vigilantes e dos Bancários na sexta-feira, dia 1º/8, em frente à agência do Banco do Brasil da Praça do Carmo, em Fortaleza.


O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Brasília, Jervanildo Bispo, mostrou a gravidade do problema. “Quando cheguei aqui, percebi que no Ceará é pior que em Brasília. A direção do BB é a mais intransigente, só visa o lucro. O cliente e o trabalhador são esquecidos”.

De acordo com o presidente interino do SEEB/CE, Carlos Eduardo, os problemas dos vigilantes não podem ser jogados por debaixo do tapete pelo BB. “Tirar o vigilante das agências é trazer mais assaltos e morte aos bancários”, afirmou. O presidente ressalta a importância da ação. “Estamos promovendo uma política de campanha conjunta para fortalecer a pauta de reivindicação dos vigilantes e dos bancários. O trabalhador não será demitido de graça, sem lutar pelos seus direitos”, assegurou.


O diretor do SEEB/CE, Bosco Mota, denunciou os efeitos da falta de funcionários de segurança. “Sem vigilantes à noite e nos fins-de-semana, algumas agências do BB foram arrombadas e depredadas”.


Já o diretor Clécio Morse destacou a relevância do trabalho dos vigilantes. “São eles que mantêm a integridade física dos bancários e dos clientes. É uma luta da sociedade”, afirmou. O ato foi apenas o início de uma campanha conjunta dos Sindicatos dos Vigilantes e dos Bancários do Ceará. Outras reivindicações serão feitas na mídia local e em outros atos.

Providências – Dando continuidade a ação conjunta, os presidentes dos dois Sindicatos, Carlos Eduardo e Jervanildo Bispo estiveram com o Gerente Regional de Segurança (CE, PI e RN) do BB, Francisco Batista de Lima, em busca de soluções para a questão da redução dos vigilantes. O gerente do BB disse que não há redução, mas readequação da segurança e informou ainda tratar-se de uma política de redução de custos do banco. Confirmou que não existirão mais vigilantes no auto-atendimento fora do expediente bancário e que só existirão três vigilantes nas agências das 10 às 16 horas. Carlos Eduardo, do SEEB/CE, protestou contra a postura do banco, lembrando o risco que ficam expostos os funcionários, clientes e os próprios vigilantes.