Representantes do banco ficam calados na negociação

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Emprego, condições de trabalho, saúde do trabalhador e Participação Complementar de Resultados (PCR) foram os temas da negociação específica entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Itaú nos dias 30/11 e 1º/12. Os representantes do banco se limitaram a ouvir as argumentações, sem se posicionarem sobre nenhuma das reivindicações.


Sobre emprego, o banco se limitou a apresentar dados de turnover, de janeiro a outubro deste ano, informando que, neste período, foram demitidos 4.697 trabalhadores e outros 2.071 pediram dispensa. No total saíram 6.768 pessoas, sendo contratadas 4.485, resultando na extinção de 2.283 postos de trabalho.


Os trabalhadores também reivindicaram debate para melhorias na Participação Complementar de Resultados (PCR).


Saúde – Entre os demitidos pelo Itaú estão funcionários que retornam de afastamento pelo INSS. Os sindicalistas cobraram o fim dessa prática e reivindicaram melhoras no programa de readaptação profissional, com retorno ao trabalho em setor que respeite a condição dos bancários.


“As questões de saúde e condições de trabalho são negligenciadas pelo banco. As pessoas estão sendo massacradas e adoecendo nos locais de trabalho. E as contratações, ainda feitas, são direcionadas para a agência digital, deixando sem reposição às agências físicas, causando sobrecarga de trabalho”
Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/NE na COE Itaú