Reunião avalia vitórias da Campanha 2010 e define lutas para 2011

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Em reunião ocorrida na terça-feira, dia 7/12, em Belo Horizonte, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, avaliou positivamente a Campanha 2010. Para os dirigentes dos sindicatos e federações, a greve mais forte dos últimos 20 anos arrancou o maior aumento real, valorização do piso, elevação da PLR e cláusulas de combate ao assédio moral e de melhoria da segurança bancária, além de vitórias nos acordos específicos com os bancos públicos. Os participantes também definiram encaminhamentos para organizar as próximas lutas.

CAMPANHA VITORIOSA – Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, fez uma apresentação sobre a organização, a mobilização e os resultados positivos da Campanha 2010. Ele salientou a importância da participação da categoria desde a construção da pauta de reivindicações e a definição das prioridades, valorizando a democracia e a unidade nacional.


“Foi importante o grau de unidade entre os sindicatos e federações, inclusive com entidades que ainda não integram o Comando Nacional, o que foi fundamental para potencializar o movimento e garantir as vitórias”, destacou o presidente da Contraf-CUT. “Demos, assim, mais um passo rumo à mesa única de negociações”.


“Nós precisamos avaliar o modelo de greve. Apesar do fechamento de 8.280 agências de bancos públicos e privados, o que significa 1.000 unidades a mais em relação ao ano passado, não é possível que clientes de alta renda continuem entrando em agências paralisadas, enquanto que os demais não são atendidos, como aconteceu em várias dependências”, alertou Carlos Cordeiro.


O coordenador do Comando Nacional apontou também o cenário da campanha: crescimento econômico, bons acordos de outras categorias, eleições gerais e crise no exterior. Ele enfatizou a importância do processo de construção da campanha com as consultas aos bancários e a pesquisa nacional; a definição dos temas centrais pelo Comando; as conferências regionais, a conferência nacional e as assembleias dos sindicatos para a aprovação da minuta de reivindicações.


Carlos Cordeiro ainda salientou o acerto da estratégia de campanha unificada, o acerto do calendário de negociações (Fenaban e bancos federais), assembleias e greve, o acerto da transversalidade de gênero nos temas da campanha e o acerto da mobilização nos bancos públicos e privados. O presidente da Contraf-CUT exibiu gráficos, mostrando que até 2003 os bancários vinham obtendo reajustes abaixo da inflação de cada ano.


As conquistas das mesas específicas dos bancos públicos também foram destacadas. “Obtivemos avanços no BB, como a elevação do piso e a implantação da carreira de mérito, assim como na Caixa aumentamos o piso e arrancamos a PLR social de 4% do lucro de forma linear, passando a ser a única instituição financeira que distribui até 19% do lucro para os trabalhadores”, frisou. “Acompanhamos ainda as negociações com os demais bancos públicos, garantindo importantes conquistas, e a Contraf-CUT assinou pela primeira vez acordo coletivo com o BNDES”, acrescentou.

ENCAMINHAMENTOS – Os integrantes do Comando Nacional aprovaram um conjunto de encaminhamentos, que apontam para a continuidade da luta dos bancários em 2011, buscando novas conquistas. “A retomada das mesas temáticas e permanentes é uma das principais definições, com a finalidade de melhorar as condições de trabalho e avançar nas questões específicas em cada banco”, destacou Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.

VEJA AS DEFINIÇÕES DO COMANDO NACIONAL


1. Realização do Encontro Nacional de Dirigentes Sindicatos (9, 10 e 11 de fevereiro, em São Paulo) para organizar o processo de negociação permanente e definir as prioridades em cada banco público e privado;


2. Retomada das mesas temáticas com a Fenaban (saúde e condições de trabalho, segurança bancária, terceirização e igualdade de oportunidades);


3. Assinatura de acordos coletivos entre os sindicatos e os bancos sobre a cláusula de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, que visa ao combate ao assédio moral;


4. Assinatura de acordos entre os sindicatos e os bancos sobre a cláusula de reabilitação profissional;


5. Retomada das mesas permanentes com todos os bancos públicos e privados, procurando novas conquistas para as questões específicas;


6. Retomada do debate sobre o sistema financeiro que queremos.


7. Continuidade da luta pelo emprego.