REUNIÃO COM PRESIDENTE DO BANCO FRUSTRA EMPREGADOS

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A Contraf-CUT se reuniu na terça-feira (26/3) com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e com os vice-presidentes de Gestão de Pessoas, Roney de Oliveira Granemann, e de Clientes, Negócios e Transformação Digital, Válter Gonçalves Nunes.


Um dos assuntos tratados foi com relação à privatização do banco. O presidente da Caixa afirmou que a decisão de abrir o capital é do governo e que ele apenas está executando. Assim, o banco vai repassar para a iniciativa privada as áreas de maior rentabilidade, como a de cartões, a de seguros e a de loterias. Os representantes dos empregados deixaram claro que defendem a Caixa 100% Pública. Seja a venda ou abertura de capital, ambas são prejudiciais, pois o foco passa a ser o lucro e não o papel social.


CONTRATAÇÕES, MAS COM NOVO PDVE – A contratação de mais empregados também esteve em pauta, a começar pelos aprovados no concurso público de 2014. Entretanto, o banco só deve contratar novos empregados após a realização de um novo Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE).  A sobrecarga de trabalho é cada vez maior e isso gera estafa e o adoecimento dos trabalhadores, causando ainda mais problemas no quadro de empregados e, consequentemente, no atendimento aos clientes.


Ainda na questão de pessoal, a Contraf-CUT cobrou que haja critérios claros e objetivos para as promoções e descomissionamento de empregados.


OUTRAS DEMANDAS – Nos termos da cláusula 48, parágrafo segundo, no ACT 2018/202, a Caixa se comprometeu a discutir quaisquer “impactos na vida funcional dos empregados, decorrentes da implantação de novos processos de trabalho pela empresa”.

O banco se comprometeu a cumprir o acordo e tratar destes assuntos na mesa de negociações antes de os mesmos serem divulgados para a imprensa.


FECHAMENTO DE AGÊNCIAS – A Contraf-CUT ressaltou a importância da Caixa para o desenvolvimento do país e sua atuação estratégica no sentido de garantir o acesso aos serviços bancários nos mais diversos municípios brasileiros. Mesmo assim, Pedro Guimarães anunciou que deve ocorrer fechamento de agências. Segundo ele, este assunto também será tratado antecipadamente na mesa de negociações com os empregados, onde serão passadas informações sobre as localidades de fechamento e abertura de agências.


“Cobramos do presidente do banco a valorização da mesa de negociações permanente. Sem isso, não há respeito aos empregados que passam a ser apenas espectadores da gestão, que muda sua vida sem poder intervir e muitas vezes causando desinformação e pânico. Nós empregados, que construímos a Caixa, não aceitaremos a abertura de capital e nos manteremos firmes na luta pela Caixa 100% Pública e na defesa dos nossos direitos historicamente conquistados”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e da Fenae