Reunião enfatiza necessidade da união e da mobilização da categoria

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O Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) realizou no último sábado, dia 6/9, o encontro de delegados sindicais do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil. O evento contou com a participação de cerca 100 delegados sindicais da Capital e Interior. O presidente interino do Sindicato, Carlos Eduardo, comandou os trabalhos. Foram dados ainda os informes sobre as negociações com a Fenaban e com as direções dos bancos federais.


Os delegados presentes aprovaram um grupo de ações a serem debatidas junto ao Comando Nacional e mesas específicas. Dentre as principais reivindicações estão cesta-alimentação para todos os aposentados e pensionistas; aumento progressivo do valor do auxílio-alimentação, que deve chegar a 100% em 2012; PLR justa e igualitária para todos os empregados do BNB; mesa única dos bancos públicos e assembléias unificadas; criação de um jornal específico para os delegados sindicais; fim do assédio moral e das metas abusivas, entre outras reivindicações. Além disso, os delegados sindicais devem ler e debater a cartilha das pautas de reivindicações nas suas respectivas agências. A Campanha Nacional dos Bancários também deve ser atrelada à campanha extraordinária dos vigilantes.


Os diretores do SEEB/CE enfatizaram a importância do papel do delegado sindical dentro da campanha salarial, como instrumentos fundamentais de mobilização da categoria e de canal de diálogo entre a base e a entidade. “Queremos enfatizar essa necessidade de união e de participação da base para arrancar dos banqueiros o que estamos reivindicando”, convocou o diretor Tomaz de Aquino.


Já o diretor Carlos Rogério destacou a importância da realização de reuniões com os delegados como forma de ampliar e unificar a luta dos bancários. “Agora é fundamental que, ao chegar em suas agências, cada delegado passe os informes que adquiriram aqui e que mobilizem suas unidades para a luta”, afirmou.


O assessor político do Sindicato, Vicente Flávio, ressaltou a responsabilidade das centrais sindicais, sindicatos, diretores e delegados sindicais no processo de construção da campanha. “Temos que ver nossa campanha como uma luta política que tem que ser de ordem nacional”.


“O resultado da campanha nacional está em nossas mãos, pois ela será o fruto da nossa luta, do nosso engajamento, da nossa participação. Só com a movimentação dos trabalhadores conseguiremos conquistar nossas reivindicações e é por isso que temos que manter uma postura de enfrentamento junto aos banqueiros”, concluiu Carlos Eduardo.