Rodada com a Fenaban debate cláusulas sociais

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A primeira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e Fenaban prolongou-se por mais de sete horas no dia 30/8 e estendeu-se até o dia seguinte, 31/8, com debates sobre os temas de saúde e condições de trabalho, assédio moral/violência organizacional e igualdade de oportunidade. Os temas relativos à segurança e novas cláusulas foram debatidos no segundo dia de negociação. Nos dois primeiros dias de negociações efetivas, alguns pontos avançaram, em outros há necessidade de discutir a redação de cláusulas para resolver pendências, mas há perspectiva de avanços. A próxima rodada será na quarta-feira, dia 5/9.

Confira os temas debatidos:

Assédio Moral/violência organizacional – Em relação à proposta de um programa de prevenção, a Fenaban aceita, mas quer direcioná-lo apenas para os gestores. A proposta do Comando Nacional é que seja direcionado para o conjunto dos bancários, independentemente da função. Os representantes dos banqueiros ficaram de dar resposta, mas há concordância entre as partes sobre o caráter preventivo do programa. O Comando defende que o tema esteja na Convenção Coletiva, enquanto a Fenaban quer que seja uma recomendação.

Saúde: isonomia entre afastados e os da ativa – Em relação à isonomia de tratamento entre afastados por doença e os da ativa e a criação de programa de reabilitação de trabalhadores com seqüelas por acidente do trabalho ou doença de origem ocupacional, os bancos querem vincular as duas discussões. O Comando Nacional não quer vincular, porque a reabilitação é obrigação dos bancos e as duas questões não têm nada a ver uma com a outra.

Igualdade de oportunidades – Para o Comando, a cláusula 52 do ACT tem de ser alterada por uma questão de concepção, dando ao tema um caráter de mais seriedade. A Fenaban ficou de responder. Foi acordada entre as partes a criação de grupo de acompanhamento e aperfeiçoamento da aplicação do Mapa da Diversidade.

Trabalhadores com deficiência – A Fenaban alegou a falta de pessoal qualificado no mercado de trabalho. Para o Comando Nacional, está havendo a contratação, porém a maior preocupação não é a quantidade e sim a qualidade da contratação, propiciando boas condições de ambiente de trabalho e respeito às limitações que a deficiência impõe, garantindo a estrutura física adaptada.

Auxílio educacional – Os bancos insistem que esse não é assunto para constar na Convenção, que deve ser uma política banco a banco. O Comando Nacional dos Bancários insistiu que essa é uma política que já vem sendo adotada por várias empresas e que deve constar na CCT. O debate será retomado nas discussões sobre remuneração total.

13ª cesta-alimentação – A negociação será retomada quando se discutir remuneração total no próximo dia 5/9.

CCT para todos do sistema financeiro – Aceitaram debater, com a ressalva de que não podem negociar sem mandato das financeiras e outras empresas. Pela primeira vez admitiram que é inevitável um dia fazer acordo para todo o ramo financeiro.

Segurança Bancária – Foram apresentados três temas: obrigatoriedade de instalação de porta de segurança, emissão de CAT em caso de assaltos e seqüestros, não transporte de numerários por bancários. Os representantes dos bancos disseram não ter autorização para debater questões técnicas e ficaram de levar as propostas para os bancos.

Isenção de tarifas para funcionários – Afirmam que é diferente do auxílio educacional, que esta é uma cláusula coletiva, mas que deve ser tratada banco a banco. Foi requisitado que a Fenaban oriente os bancos a abrirem então essas negociações.

Previdência Complementar e Delegado Sindical – Não houve avanços.

ENTENDA COMO FUNCIONAM AS NEGOCIAÇÕES


O Comando Nacional é composto por 33 dirigentes sindicais bancários de todo o País. A composição foi definida durante a 9ª Conferência Nacional dos trabalhadores realizada em julho.


Os integrantes do Comando representam as diferentes correntes de pensamento dos sindicatos e federações de trabalhadores do movimento sindical bancário de todo o Brasil, o que reforça a unidade da campanha em 2007.


Para as reuniões com a Fenaban são destacados sete dirigentes sindicais que apresentam as propostas do Comando, ouvem as da Fenaban, fazem o debate e retornam ao Comando para os encaminhamentos.