Santander agenda calendário

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Ocorreu no último dia 25/10, uma negociação entre a Comissão de Organização dos Empregados do Santander (COE/Santander/Contraf-CUT) e o banco. A reunião aconteceu na sede da empresa e discutiu a pauta específica de reivindicações dos funcionários.


Os bancários propuseram dividir as cláusulas em grupos para organizar as etapas de negociação, o que foi aceito pelos representantes do Santander. No Grupo 1 ficaram cláusulas que já constam atualmente do aditivo do Santander e precisam ser apenas renovadas; o Grupo 2 reúne cláusulas que já constam do aditivo, mas que os trabalhadores reivindicam melhorias; e no Grupo 3, cláusulas a serem incluídas no aditivo. Além disso, serão debatidos também os aditivos de Cabesp e Banesprev e o acordo de PPR.


Com base nessa divisão, foram agendadas outras três rodadas de negociação. No dia 6/11, será discutido o Grupo 1 e, se houver tempo, Grupo 2. Em 9/11, pretende-se terminar as discussões sobre o Grupo 2 e começar o Grupo 3. E no dia 14/11, está prevista discussão sobre o Grupo 3, aditivos de Cabesp e Banesprev e acordo de PPR.


Por conta das negociações, o aditivo geral do Santander à Convenção Coletiva foi prorrogado até o dia 15/11.


Fusão com ABN/Real – Na negociação, os dirigentes sindicais manifestaram a preocupação dos funcionários com o futuro dos empregos, diante da venda do ABN para o consórcio integrado pelo Santander, RBS (Royal Bank of Scotland) e Fortis. O representante do Santander respondeu que o consórcio comunicou que haverá uma fase de transição. No período de 60 a 90 dias, o consórcio fará a divisão dos bancos adquiridos. Ele salientou que, em recente conversa com executivos do banco, o presidente do Santander, Emilio Botín, disse que os bancos e suas administrações e bandeiras seguirão separadas e independentes por um período de até três anos.


Fechamento de agências pioneiras – O presidente da Afubesp, Paulo Salvador, reclamou do fechamento de agências pioneiras e postos de serviços no interior de São Paulo, o que tem acarretado a demissão de funcionários e protestos de prefeitos e comunidades. “Há municípios que ficaram sem atendimento bancário e a unidade mais próxima fica a 150 quilômetros de distância”, denunciou. O representante do banco respondeu que tem ocorrido mais abertura de agências, mas reconheceu o fechamento de 30 unidades, na sua maioria de postos. O banco disse que os funcionários não foram demitidos, exceto em Andradina, e que muitos empregados acabaram sendo transferidos e realocados. Ele também negou que haja qualquer relação com a compra do ABN.