Santander demonstra desrespeito aos trabalhadores

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Na quarta-feira (20/7), em São Paulo, a Contraf-CUT, assessorada pela COE do Santander, reuniu-se pela sexta vez com a direção do banco para discutir a renovação do Acordo Aditivo.


Novamente o banco não apresentou uma proposta concreta. Os representantes dos trabalhadores tinham a expectativa de que o Santander apresentasse avanços na pauta de reivindicações dos seus funcionários. Mas, o que se viu, mais uma vez, foi o banco apostando no impasse na mesa de negociação.


Os trabalhadores continuam sem respostas para os principais pontos da minuta, entre eles, a majoração do valor da bolsa auxílio-estudo e a revisão de seus critérios de concessão, bem como o incremento no valor do pagamento do PPRS.


Diante do impasse colocado na mesa de negociação, os dirigentes sindicais afirmaram que a próxima reunião só deverá ser agendada quando o banco tiver efetivamente uma proposta concreta para apresentar aos trabalhadores.


Tempo de casa – Para os dirigentes sindicais, além do banco não estar negociando seriamente, os representantes dos trabalhadores estão sempre sendo pegos de surpresas, com decisões unilaterais do banco, que implicam em retirada de direitos. Um exemplo disso é o pagamento de dois salários ao trabalhador que completa 25 anos de empresa, que foi extinto sem nenhuma justificativa ao movimento sindical. Este é um benefício que tem um pequeno impacto no resultado do banco, mas tem muito valor no reconhecimento ao trabalhador, que dedicou 25 anos à empresa.


“É inadmissível que o banco ainda mantenha este discurso de impasses, pois já estamos na sexta rodada de negociação sem qualquer resposta. É inaceitável que depois de dois meses e meio de terem recebido a minuta de reivindicações dos bancários, o banco não traga nada para apresentar aos trabalhadores”
Clécio Morse, diretor do Sindicato e funcionário do Santander