SANTANDER ESCOLHE FUNCIONÁRIOS PARA FESTA DE FINAL DO ANO POR MERITOCRACIA

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Apesar do altíssimo lucro (em nove meses chegou a R$ 8,993 bilhões), o Santander economiza na festa de fim de ano e deixa de fora das comemorações milhares de trabalhadores responsáveis pelo expressivo resultado. Em comunicado enviado aos funcionários, o presidente do banco, Sérgio Rial, diz que “nossa festa de fim de ano será no dia 1º de dezembro, com a participação de até 5.000 funcionários” e que adotará a meritocracia como forma de seleção dos convidados.


“Temos a certeza de que nossos resultados são a soma do que cada um de nós faz, os mais de 47.000, e é importante que os 5.000 representem toda a Família Santander. Como aqui o resultado fala mais alto, dividimos a participação das VPs analisando BAI dos negócios, ROAE (Retorno Sobre Capital) e ponderamos pelo número de funcionários”, diz o comunicado de Rial.


E continua: “a partir deste número, cada VP (vice-presidência) fará a distribuição dentro de cada área, mas com uma premissa comum, da qual não queremos abrir mão: Meritocracia”. Prossegue, ao fim do texto: “como em muitos casos pode ser algo numérico/subjetivo nas outras áreas, considerem fazer a escolha de forma democrática, envolvendo as equipes na escolha dos que mais fizeram a diferença”.


É inadmissível privilegiar apenas uma minoria de funcionários na hora de dividir o bolo. Essa lógica exclui uma maioria e ilude uma minoria através de um discurso raso de meritocracia, enquanto todos os funcionários do Santander contribuíram para o resultado. Excluir 90%, a grande maioria, da comemoração é injusto.


“A meritocracia é uma ilusão, pois os 10% que hoje participam da festa amanhã podem ser os futuros demitidos. O banco concede vantagens a uns e promove cortes usando como regra a justificativa dos altos salários”
Ailson Duarte, diretor do Sindicato e funcionário do Santander