Saúde, segurança e condições de trabalho foram temas da negociação

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Na sexta-feira, dia 4/9, em Brasília (DF), o Comando Nacional dos Bancários, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a Caixa Econômica Federal participaram de mais uma rodada específica de negociação. Os temas da pauta foram Saúde Caixa, segurança bancária e saúde e condições de trabalho.


Os representantes dos empregados ressaltaram que o Saúde Caixa precisa ser discutido com mais seriedade por parte da empresa. O movimento nacional dos empregados reivindicou a implantação imediata dos comitês de acompanhamento do credencia-mento e descredenciamento, conforme acerto firmado em rodada de negociação. Os empregados também reivindicaram que seja modificado o caráter do Conselho de Usuários: hoje ele é consultivo e necessita ser transformado em deliberativo.


Entre as reivindicações sobre segurança bancária, estão a instalação de vidros de proteção nos guichês e a colocação de portas giratórias antes do autoatendimento, além de uma série de outros dispositivos de segurança definidos no chamado “Projeto Agência Segura”. Também foi reivindicado aumento no valor da indenização por assalto e proibição de transporte de valores pelo empregado.


No quesito saúde e condições de trabalho, a CEE/Caixa denunciou que o processo de unificação das atividades de caixa, exercida pelos empregados da retaguarda das agências (caixa de Ret/PV) foi mal sucedida, sobretudo por levar à realização de quatro ou cinco horas extras diárias dos empregados, contribuindo para o seu esgotamento físico e mental.


A Caixa ficou de analisar as reivindicações dos empregados e dar resposta na próxima reunião, dia 11/9, em Brasília, onde também serão discutidos os temas Funcef/Aposentados, isonomia e democratização de gestão.


“A única novidade apontada pela Caixa Federal foi a liberação, por parte do Dest, da contratação de 2.200 empregados”, afirmou o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Marcos Saraiva, que esteve presente à reunião.