SEEB/CE alerta sobre uso do ponto eletrônico e respeito à jornada de trabalho

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Assinado em dezembro de 2011 e agora em tempo de ser renovado por mais dois anos, o acordo específico sobre o Sistema Alternativo de Ponto Eletrônico do Bradesco representa avanços importantes para os funcionários e tem ajudado a evitar passivos trabalhistas referentes às horas extras. O Sindicato dos Bancários do Ceará alerta, porém, para a necessidade do monitoramento do registro e, principalmente, para o respeito à jornada de trabalho de seis horas da categoria.


De acordo com Gabriel Motta, diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, a intenção é debater o assunto com o banco e solicitar o acesso ao funcionamento do sistema. “Nós queremos que uma comissão do Sindicato visite uma agência para verificar como é o sistema e ver qual é o seu poder de burla, por exemplo”, explica. “Apesar de inibir, o sistema alternativo não resolve os problemas de falsificações”, acrescenta.


O Sindicato está agendando uma reunião para aprofundar o debate não somente sobre a formatação do sistema de ponto eletrônico, mas também sobre jornada de trabalho. Gabriel destaca ainda que a prioridade deve ser o respeito à jornada de seis horas dos bancários e não somente o pagamento das horas extras.


“A questão é dar mais condições para que o bancário não seja obrigado a ter de extrapolar sua jornada todos os dias. Porque se for preciso para não contratar, o banco trata o bancário como uma máquina”, diz o dirigente. “Embora o banco diga que não é uma pauta do ponto eletrônico, nós queremos discutir gestão”, completa. O Sindicato solicita que os funcionários fiquem atentos e, sob qualquer indício de irregularidade na jornada e no uso do ponto eletrônico, entrem em contato com a entidade.


Entenda – O sistema de ponto eletrônico do Bradesco, válido para todos os funcionários do Brasil, é alternativo ao exigido pelo Ministério do Trabalho e, portanto, precisou ser aprovado pela categoria. No Ceará, o sistema foi aprovado pelos bancários em assembleia realizada no final de 2011 e o seu acordo deve ser renovado em 2014 por mais dois anos.


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“Bancos que alcançam resultados financeiros como o do Bradesco não têm problema em pagar hora extra. O problema de fato é a jornada exaustiva e a exploração que passam a fazer parte do cotidiano dos bancários, que têm jornada regulamentada de seis horas. O Sindicato pede que, sob qualquer indício de irregularidade, o bancário denuncie”
Gabriel Motta, diretor do Sindicato