SEEB/CE apresenta as demandas dos funcionários do BB à Superintendência

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Diretores do Sindicato dos Bancários do Ceará se reuniram com representantes do Banco do Brasil no estado do Ceará, no dia 2/6. O objetivo era apresentar questões específicas dos funcionários do BB. A pauta tratava de assuntos relacionados a Gestão de Pessoas (GEPES), Segurança (RESEG), Engenharia (CSL e CSO) e Negociais (Super/CE). Na pauta segurança, os representantes do SEEB/CE apresentaram inúmeros problemas que vem afetando os funcionários do banco. As agências do BB, principalmente as que estão localizadas no Interior, são alvos fáceis de quadrilhas.


Ainda na última semana, no dia 1º/6, a unidade do BB localizada em Piquet Carneiro (332 km de fortaleza), foi invadida por bandidos fortemente armados, que renderam os funcionários e levaram uma quantia ainda não divulgada. A quadrilha ainda fez reféns dois bancários da agência, que logo após o ataque, foram liberados.


Os representantes do banco afirmaram que o BB cumpre todas as exigências de segurança, mas reconheceram que essas medidas não eram suficientes. O presidente do SEEB/CE, Carlos Eduardo Bezerra, enfatizou que o banco precisa acompanhar melhor essas medidas para permitir que elas tenham uma maior eficiência. Segundo os representantes do banco, todas as agências do BB terão seus alarmes trocados para implantação da Central de Monitoramento integrado (CMI), que interliga os alarmes das agências diretamente com a central do BB.


A medida visa uma ação mais rápida em casos de assaltos e, segundo o banco, será implantada até o final do ano. Os representantes dos funcionários do BB apresentaram denúncias que funcionários estão realizando transporte de valores. A Super/CE quer que o Sindicato apresente uma listagem das agências em que esses fatos ocorrem para que o BB possa coibir essa prática ilegal.


“A violência que atinge aos bancos na Região Metropolitana é diferenciada”, comentou José Eduardo, diretor do SEEB/CE: “são saidinhas, abordagens quando clientes chegam aos bancos, pessoas infiltradas dentro das agências que ficam com celulares dando dicas sobre o que os clientes estão fazendo dentro das unidades bancárias, entre outros”. Para essas práticas o Sindicato acha que o banco vem deixando muito a desejar.


Existe uma lei municipal número 9.605, de 26/01/2010, que obriga os estabelecimentos bancários a terem biombos que garantam a individualização do atendimento nos caixas para diminuir tais práticas de crime, mas os representantes do banco disseram que isso está fora do layout das agências e ainda mais, que a AJURE está examinando tal lei, logo o banco não vem cumprindo uma exigência legal.


Quanto à estrutura física, Bosco Mota, diretor do SEEB/CE, apresentou as piores agências do Ceará: Saboeiro e Meruoca. Segundo Bosco, essas unidades estão em condições precárias e o banco precisa tomar medidas urgentes para resolver a situação. Os representantes do banco disseram que estão com dificuldades de conseguir espaço para ampliação e reforma dessas agências. Já quanto a agência de Banabuiu, os representantes do banco afirmaram que a reforma será feita em 2011. O SEEB/CE elaborou uma listagem dos problemas verificados em várias agências da Capital e Interior, mas os representantes do BB disseram não ter orçamento.


Outras informações trazidas foram que as agências passarão por reformas e aumentarão a quantidade de guichês de caixa e ainda que, os autoatendimentos, quando reformados, terão os tapumes da parte superior aos cashs preenchidos.


Quanto as metas, foram apresentadas denúncias do excesso de cobrança, como disse Bosco Mota: “as metas eram anuais, passaram a semestrais e agora são por hora, isso é um absurdo, é como extrair leite de pedra”. O banco somente falou que com BB 2.0 e com acréscimo de quadro de funcionários isso poderia ser minorado e falou que isso faz parte de como as metas são distribuídas pelos órgãos do banco. O banco também falou que as mesas de crédito serão encerradas até o final deste mês. Participaram da reunião os diretores do SEEB/CE Bosco Mota e José Eduardo, além do presidente do Sindicato, Carlos Eduardo.