SEEB/CE critica reajuste da Camed e diz que fatura deve ser cobrada do Banco

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A corda mais uma vez quebrou do lado mais fraco. Os funcionários do BNB vão receber a folha de maio com uma conta adicional salgada para pagar: 30% e 24% a mais nas contribuições dos planos Natural e Família, respectivamente, além do reajuste da taxa de proteção financeira de R$ 10,00 para R$ 22,00 para os dependentes do Plano Família.


O Sindicato dos Bancários do Ceará posiciona-se, veementemente contra esses reajustes por entender que antes de onerar os funcionários, a direção da Camed deveria ser responsabilizada, no mínimo por imprudência, ao deixar a situação agravar-se ao ponto do estrangulamento em que se encontra. Falta de aviso não foi: as entidades cansaram de alertar para o excesso de gastos administrativos da Camed, caracterizado por elevado número de funcionários, colocando a relação funcionário/beneficiário em patamar bem maior que o verificado no mercado.


A gestão executiva da Camed é toda de responsabilidade dos três diretores indicados pelo Banco que, portanto, deveria se responsabilizar pelo desequilíbrio financeiro da Caixa. Atualmente, o Banco contribui paritariamente com custeio da Camed, mas o correto é que contribuísse com bem mais, a exemplo do Banco do Brasil que para cada real dos funcionários, contribui com 50% a mais. Hoje a contribuição em folha do BB para a Cassi é de 4,5%, enquanto o funcionário contribui com 3,0%.


A assistência à saúde é vital para os trabalhadores e a empresa tem que se responsabilizar por isso. “Temos que arrancar do Banco outros benefícios e o custeio da Camed tem um peso significativo para cada um dos funcionários do Banco” afirma Tomaz de Aquino, diretor do SEEB/CE e Coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB.


Para Tomaz de Aquino, a campanha salarial está chegando e os funcionários têm que dar resposta a altura, mobilizando-se para garantir que o resultado deste ano não fique só no reajuste e PLR.