SEEB/CE e BNB retomam negociação com vontade de resolver pendências

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A solução de pendências relativas a apuração de valores, formas de pagamento e definição de beneficiários da ação de equiparação foi o foco da reunião realizada no último dia 6/7 entre o Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) e a presidência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Na ocasião, o presidente do BNB, Roberto Smith, reafirmou compromisso assumido em março de 2009, segundo o qual tudo faria para efetuar acordo nesta ação até o final de sua atual gestão, em dezembro de 2010. Ao encontro compareceram pelas entidades os diretores do Sindicato, Tomaz de Aquino e Carmen Araújo, o presidente da AABNB, Miguel Nóbrega Neto, e assessores. Pelo Banco, além do presidente Smith, estiveram presentes o diretor Administrativo, Stélio Gama Lira Jr., a superintendente de Desenvolvimento Humano, Eliane Brasil, e assessores.


Avanço verificado na reunião foi o fato de o Banco aceitar, após reivindicação do Sindicato, reavaliar as impugnações feitas na lista de beneficiários, que serão analisadas caso a caso. Além disso, o Sindicato entregou formalmente a Smith a proposta feita pela entidade e recebeu como resposta o agendamento de uma reunião para o próximo dia 22/7, às 11h, com a Superintendência de Desenvolvimento Humano do Banco, quando será dado o posicionamento do BNB sobre a proposta do SEEB/CE.


Ao receber a proposta, o presidente do BNB declarou: “o Banco tem todo o interesse de quitar passivos trabalhistas e sempre nos pautamos pela valorização da negociação. Já coloquei isso em discurso público várias vezes e nosso objetivo é sentar para negociar de forma séria, clara e objetiva. Esse é o exemplo que tomo do nosso presidente Lula”, afirmou Smith.


Para Tomaz de Aquino, “a gestão Smith, desde o seu início, e mais recentemente com o ex-diretor Osvaldo Serrano e o atual, Stélio Gama Lira Jr., tem se pautado pelo diálogo e pela abertura perene do canal de negociação com os trabalhadores, o que tem levado a várias conquistas, principalmente com relação aos passivos trabalhistas. É claro que as expectativas em torno de uma ação tão vultosa são grandes, mas é preciso ter cautela e paciência para que possamos negociar e fechar um acordo satisfatório para ambos – Banco e Sindicato”.


De acordo com Tomaz, a reunião com Smith foi positiva por que mostrou que não só o Sindicato, mas o Banco também está disposto a negociar. “A nossa proposta é baseada em critérios técnicos, bem embasada e bem justificada. Acreditamos que o Banco também reconhece esse lado, pois já demonstra preocupação inclusive de discutir as formas de quitação do passivo, nos dando um cenário positivo para a continuidade das negociações, visando fechamento de acordo”, finaliza.