SEEB/CE formaliza denúncia ao Ministério Público do Trabalho sobre terceirização no BNB

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O Sindicato dos Bancários do Ceará está providenciando a formalização de denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre a terceirização de serviços no BNB. O Banco é hoje, segundo dados obtidos pelo SEEB/CE, o que detém o maior percentual de terceirização entre os bancos federais no Ceará, ultrapassando a paridade de um terceirizado para um concursado.


“Esse nível de terceirização é escandaloso”, afirma o coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB e diretor do Sindicato, Tomaz de Aquino. Essa terceirização atinge todas as áreas do Banco, inclusive áreas-fins, como a Central de Retaguarda Operacional, a Tecnologia da Informação, Comunicação e Publicidade e a Central de Apoio Logístico.


“Uma das áreas onde a terceirização tem aumentado escandalosamente é a Central de Documentação que contratou, nos últimos anos, mais de 100 novos terceirizados, apresentando um percentual de crescimento na contratação de serviços prestados superior a 300%”, declara o diretor Pedro Moreira, que antes de ser liberado para o Sindicato trabalhava na área e é profundo conhecedor do setor.


Para o SEEB/CE, os elevados índices de terceirização no BNB atingem também a operacionalização do Credi e do Agro Amigo, programas de microcrédito operados pela Instituição. Somente na realização desses serviços são mais de 180 terceirizados no Estado.


A denúncia do Sindicato ao MPT vai exigir um Termo de Ajuste de Conduta da Direção do BNB para enquadrar a terceirização em patamares aceitáveis e restringir a contratação de serviço às áreas-meio. “Por outro lado, é inadmissível tanta terceirização, quando existem milhares de concursados aprovados esperando uma vaga na Instituição”, afirma Tomaz de Aquino, exigindo que a Direção do Banco assuma postura mais firme ao cobrar do Governo aumento na dotação de pessoal, congelada há anos, enquanto que no Banco do Brasil e na CEF a admissão de concursados ocorre todas as semanas.


Para o Sindicato, a manter-se nessa posição de não lutar pela ampliação de seus quadros, elevando sistematicamente a contratação de serviços terceirizados, a Diretoria do BNB abre flancos para questionamentos sobre interferências políticas na gestão da Instituição.