Segunda negociação para renovação do acordo aditivo não avança

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Decepção. Esse foi o sentimento dos dirigentes sindicais da COE Santander ao saírem da 2ª rodada de negociação sobre o acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), realizada na quarta-feira (1º/6), em São Paulo. Depois de quase 20 dias da entrega da minuta, em 12/5, o banco compareceu ao encontro sem nenhum retorno às reivindicações dos bancários.


A COE classificou a atitude como desrespeitosa, pois a minuta é composta por dois tipos de cláusulas: as que precisam apenas de renovação – com simples adequação de redação e atualização de datas e valores –, e cláusulas novas ou com inclusão de novos parágrafos. Mesmo as cláusulas novas, não são novidade para o banco, pois elas já estiveram presentes em negociações anteriores. Portanto, não há motivo para toda essa demora.


Alguns dos principais assuntos da reunião estão ligados a saúde, como as cláusulas 25 e 27, que tratam das políticas preventivas de saúde e condições de trabalho e do programa de retorno ao trabalho, respectivamente. Os representantes dos trabalhadores reivindicam ao banco melhorias na política de entrega de atestados médicos. Também foram entregues denúncias de que os bancários estão tendo dificuldades em conseguir cópia da avaliação médica, seja periódica ou demissional e o programa de retorno ao trabalho aplicado atualmente pelo banco não tem funcionado. Em muitos casos, o bancário retorna para o local de trabalho, mas permanece sem acompanhamento adequado e até sem função.


Também foram debatidas isenção de tarifas e redução de taxas de juros para os funcionários. Os representantes dos trabalhadores reivindicam ainda que o Banesprev seja responsável pela a administração de todos os planos de previdência de seus funcionários no País. Os sindicalistas esperam que o banco apresente respostas às reivindicações, na próxima reunião, marcada para o dia 8 de junho.


Para conhecer a minuta na íntegra, acesse: http://goo.gl/qJ2h5n.