Segunda parcela da PLR 2017 será menor que a primeira

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A segunda parcela de Participação nos Lucros e Resultados de 2017 a ser paga pelo Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB) será menor do que a primeira paga a título de adiantamento no final do ano passado.


Com um percentual de 6,05% do lucro líquido ajustado do exercício de 2017, o total a ser distribuído a título de PLR em 2017 ficou em torno de R$ 43 milhões, sendo que desse montante aproximadamente R$ 2 milhões será destinado ao pagamento de diretores do Banco e R$ 41 milhões para cerca de 7 mil funcionários.


Dos R$ 41 milhões destinados aos funcionários, R$ 23 milhões foram antecipados no segundo semestre de 2017, restando apenas R$ 18 milhões a serem pagos aos trabalhadores, o que significa uma média pouco superior a R$ 2.500,00 por funcionário, caso a distribuição fosse linear.


LUCRO AJUSTADO – Para o diretor do SEEB/CE e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB), Tomaz de Aquino, pagar uma PLR tão rebaixada já se tornou marca registrada no BNB. “Sempre há um ajuste do lucro operacional em detrimento da PLR dos trabalhadores. Este exercício de 2017, por exemplo, o lucro operacional do BNB foi superior a R$ 1 bilhão, mas após os ajustes, o lucro líquido caiu para menos de R$ 700 milhões, sem que as justificativas para tal estejam descritas de forma clara no balanço”, reclama Tomaz de Aquino.


Outra questão levantada pelo Sindicato dos Bancários diz respeito à rubrica Reserva de Lucro que vem sendo feita mas não está claro para que se destina. Com a fixação do mínimo exigido por lei (25%) para os acionistas, o percentual do lucro líquido destinado aos funcionários fica no patamar rebaixado de 6,25%. “Isso vem se repetindo ao longo dos últimos anos, demonstrando que as sucessivas administrações do Banco têm pouca consideração pelo trabalho desenvolvido pelos funcionários da Instituição”, afirma Tomaz de Aquino.


Para piorar a situação, a Administração do BNB insiste em embutir nesse já rebaixado percentual os 3% da PLR Social constante em Acordo desde 2010, mas que acaba sendo letra morta. “Essa prática de não pagar a PLR Social adicionalmente ao mínimo previsto na Lei das S.A., precisa ser contestada judicialmente”, defende o dirigente sindical.


“É decepcionante para os trabalhadores do BNB que tanto se empenham para que a Instituição tenha resultados positivos, receber uma esmola de PLR, quando os diretores da Instituição, que também têm seu valor, recebem cada um cerca de R$ 250 mil como compensação pelo lucro alcançado. Isso representa algo em torno de 100 vezes o que é destinado linearmente para cada trabalhador da Empresa”, Tomaz de Aquino, diretor do SEEB/CE e coordenador da CNFBNB