Segunda rodada discute Igualdade de Oportunidades e Remuneração

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As negociações das reivindicações específicas dos funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foram retomadas na quinta-feira (17/9), em São Paulo, na sede da Contraf-CUT, assessorada pela Comissão Nacional dos Funcionários do BNB e pelos representantes dos Sindicatos do Nordeste. A segunda rodada teve como temas as reivindicações de Remuneração e de Igualdade de Oportunidades. O BNB ficou de apresentar as respostas a todas as demandas na próxima negociação, no dia 28 de setembro, em Fortaleza.


O secretário-geral da Contraf-CUT, Carlos de Souza, abriu a negociação ressaltando o crescimento apresentado pelo BNB nos últimos anos, com destaque na participação dos funcionários. Também falou sobre a necessidade do banco avançar mais na valorização dos trabalhadores e também na promoção do desenvolvimento social e econômico do País.


Revisão do PCR – Os funcionários solicitaram que o Banco faça a revisão do Plano de Carreira e Remuneração (PCR). Atualmente, o programa vai até o nível 18 para promoções. A reivindicação é que seja ampliado até o nível 36, com o interstício de 3,5%.


Tomaz de Aquino, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB, explicou que atual modelo limita as promoções e o crescimento dos funcionários dentro do banco, além de estagnar o trabalho de quem já atingiu o nível máximo do PCR. “Nós construímos uma comissão paritária que sintetizou as demandas dos funcionários nesta questão, mas não houve avanços. O número de níveis hoje não comtempla mais a realidade do Banco e precisa ser revisto”, completou.


A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB e os representantes dos sindicatos também pediram participação dos trabalhadores nesta discussão dentro do Banco, além de mais informações sobre os critérios para promoções.Os negociadores do BNB argumentaram que a demanda precisa ser avaliada junto com os planos de cargos e funções, além de uma análise da remuneração total, mas ficaram de apresentar um retorno na próxima rodada.


Passivos trabalhistas – Os representantes dos funcionários reclamaram do grande número de processos parados na justiça, postergados pelo Banco, referentes a passivos trabalhistas. Reivindicaram uma mesa permanente ou uma comissão paritária para debater o problema. “Um canal de comunicação e negociação direta com o movimento sindical, nestes processos, pode representar menos perdas ao próprio Banco, menos do que em processos que levam anos na justiça. Buscar um acordo seria melhor. O montante do Banco nestes processos já passa de R$ 1 bilhão, sendo que a provisão com este tipo de despesas é de R$ 220 milhões. Queremos sair desta campanha com um mecanismo de comunicação e negociação”, argumentou Gustavo Tabatinga Júnior, secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT. O BNB não discordou da reivindicação, mas solicitou a definição de uma proposta por sindicato, para analisar os casos de cada região.


Promoção para licenciados – A CNFBNB também destacou os problemas enfrentados pelos funcionários afastados por problemas de saúde. Os sindicalistas querem garantir o direito de contagem integral de tempo quando o funcionário estiver de licença-saúde para efeitos de promoção. Atualmente, alguns benefícios ou mesmo direitos são retirados dos bancários enquanto estão afastados. O BNB respondeu que tem agido de acordo com a lei, mas os dirigentes sindicais afirmaram que o Banco pode avançar neste sentido, além do que a lei exige, já que os afastamentos por doença são involuntários.


A segunda rodada com o Banco também incluiu a equiparação de funções de engenheiros, arquitetos e outras categorias, que compõem o quadro funcional; limite de crédito consignado para funcionários; extensão de prazo para o uso de abono de ausências e acesso dos dirigentes sindicais ao quadro de aviso, por meio eletrônicos, como a intranet, para repassar informações de interesse dos trabalhadores.