Selo informa presença de transgênico

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O consumidor que tem o bom costume de ler os rótulos antes de comprar os produtos vai encontrar uma novidade nas prateleiras dos supermercados. O decreto que obriga as empresas a identificarem os produtos que contém componentes transgênicos (também conhecidos como OGMs – organismos geneticamente modificados), regulamentado em 2004, está se tornando realidade.


A lei se aplica apenas aos alimentos que contenham mais de 1% de OGMs em sua composição. “O Coletivo de Mulheres do SEEB/CE é favor dessa medida. O consumidor tem o direito de decidir se quer ou não comprar e consumir produto transgênico. É um dever de todos os órgãos de defesa do consumidor informar ao público quais são esses produtos”, defende a representante do Coletivo de Mulheres Bancárias e Financiárias do Sindicato, Francisca Aires.


Os rótulos das embalagens dos óleos Soya e Primor, fabricados pela Bunge, ganharam, desde o final de 2007, a indicação de substâncias transgênicas em sua composição. Pouco tempo depois, a norte-americana Cargil, outra fabricante de óleos de soja anunciou que também vai colocar o selo indicativo da presença de transgênicos em seus óleos Liza e Veleiro. Esses óleos de cozinha trazem um triângulo amarelo tendo ao centro a letra “T”, indicativa da palavra “transgênico”, além da frase “Produto produzido a partir de soja transgênica”, conforme determina a lei.


Muita gente pode imaginar que a soja esteja presente em poucos alimentos, mas margarinas, maioneses, chocolates e diversos biscoitos, utilizam soja como um de seus componentes. Por enquanto, apenas os óleos estão recebendo o selo de transgênicos, mas a tendência é que se estenda a outros produtos. Não existem estudos conclusivos que indiquem riscos dos transgênicos à saúde humana.


“A polêmica dos transgênicos tem levado a discussões acaloradas entre os seus defensores e detratores. O assunto requer de todos nós uma busca de informações para termos nossa própria opinião sobre o tema”, conclui Francisca.