Seminário Nacional busca soluções para a insegurança nos bancos

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O Seminário Nacional sobre Segurança Bancária, promovido em conjunto com a Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Vigilantes e Prestadores de Serviço (CNTV), discutiu as legislações, analisou os avanços conquistados, refletiu sobre os principais problemas, elencou demandas e protestou contra qualquer risco de retrocesso na área de segurança bancária, no dia 17/11, em Recife.


Durante todo o dia, representantes de bancários e vigilantes de várias partes do País, debateram sobre a experiência do projeto-piloto de segurança bancária, na Região Metropolitana do Recife; e outra sobre leis de segurança bancária nos âmbitos estadual e municipal, como a de Fortaleza, aprovada em 2012.


A presidenta do Sindicato de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, fez uma retrospectiva histórica da conquista do projeto-piloto, implantado em agências do Recife, Olinda e Jaboatão, e ressaltou a importância das mobilizações, para a conquista da Lei Municipal do Recife 17.647 em 2010 e do projeto-piloto em 2012.

Legislação – O secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Gustavo Tabatinga, analisou os impactos da Lei de Segurança Bancária de Fortaleza. “Conseguimos reduzir os crimes em 56%. Este ano, tivemos duas mortes de clientes em crimes de saidinha bancária: todos em municípios onde não existe a lei. Isso reforça a necessidade de ampliar o alcance da legislação”, afirma.


Para o secretário de Formação do SEEB/PE, João Rufino, que integra o Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, “nossa legislação federal é caduca e ineficiente. A Lei 7102, de 1983, exige apenas a presença de vigilantes, de forma vaga; alarme eficiente; cofre de retardo e um quarto item, à escolha das instituições bancárias”.