Sindicato cobra do BB no Ceará mais respeito, segurança e contratações

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Após denúncias e manifestações do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE), a Superintendência Regional do Banco do Brasil e a Gepes solicitaram reunião com a entidade para tratar sobre alguns temas que têm causado transtornos nas condições de trabalho dos funcionários.  A reunião aconteceu na quarta-feira, 21/11, quando entraram em pauta segurança, posse de novos funcionários e compensação de horas da greve.


Segurança – Em relação à segurança bancária, os representantes locais do banco afirmaram que estão se organizando, em termos de licitação, para implantar alguns itens previstos no Estatuto de Segurança Bancária, como: câmeras internas e externas, biombos e divisórias nos caixas e no autoatendimento. Quanto ao abastecimento de numerário, o banco irá se reunir com uma empresa de segurança para tratar sobre o assunto. A implantação dos vigilantes no autoatendimento ainda está sendo avaliada.


Posse – Logo após a greve, o BB anunciou a suspensão das convocações e posses de novos funcionários. A medida gerou inúmeros desconfortos para os concursados e indignação nos sindicatos da categoria, já que existe grande demanda para reforçar o atendimento nas agências e diminuir a sobrecarga de trabalho do funcionalismo. Após pressão, o banco voltou atrás. Na reunião com o Sindicato, foi anunciada a posse de 25 funcionários na segunda-feira, 26/11.


Compensação de horas – Na semana passada, o Sindicato denunciou uma prática constrangedora e abusiva do banco: sob orientação da Presidência, a ordem era de que a compensação de horas da greve deveria ser cobrada de forma individualizada. No encontro, o Sindicato cobrou explicações e foi informado de que a medida é uma decisão estratégica do banco, principalmente em relação àqueles grevistas que compensaram poucas horas.


Inclusive, segundo os representantes, o encaminhamento incluía o modelo de documento a ser assinado pelo trabalhador para ficar ciente de suas obrigações. Uma prática, aos olhos do Sindicato, de caráter antissindical e revanchista. A entidade sindical não concorda com o documento, detectando o alto nível de revolta e pressão que a prática causou entre os funcionários, afetando ainda a relação interna nas agências.


Com isso exposto, a Superintendência e a Gepes garantiram que não se trata de processo revanchista e que irão analisar os casos justificados para não prejudicar os funcionários que precisam cumprir a compensação de horas até o dia 15/12, sem afetar férias e abonos.


“A negociação foi positiva porque, ao contrário do presidente Aldemir Bendine, o Dida, e do diretor de Gestão de Pessoas, Carlos Netto, a direção local se comprometeu em apresentar soluções para as reivindicações que tem deixado os funcionários do BB com essas péssimas condições de trabalho”, afirma o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.