Sindicato dos Bancários comemora 74 anos

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Marcado por uma história de resistência e luta, o Sindicato dos Bancários do Ceará chega aos 74 anos. Fundado em 21/2/1933, período de efervescência nas lutas sindicais, ele se consolidou como principal defensor dos trabalhadores bancários e um dos mais importantes sindicatos do País.

“O Sindicato é hoje uma entidade que tem o reconhecimento nacional da categoria, principalmente pelo trabalho que realizou nos últimos 15 anos, voltado não só para a categoria, mas para toda a sociedade”, é o que afirma o secretário de Imprensa do Sindicato e ex-presidente da entidade, Tomaz de Aquino. Segundo ele, o grande desafio da instituição hoje é manter uma linha de atuação de independência, defendendo o emprego dos trabalhadores da área financeira e garantindo a melhoria dos salários.

Entre as principais atuações do Sindicato ao longo desses 74 anos, destaca-se a luta nacional pela redução da jornada de trabalho de oito para seis horas em 1934. Em 1937, com o início do Estado Novo, implantado por Getúlio Vargas, a instituição sofreu intervenções do Governo Federal, permanecendo sobre controle estatal até 1957.

Durante a ditadura militar, o Sindicato voltou a sofrer intervenções. No entanto, os dirigentes da instituição se posicionaram contra o regime. Nesse período, houve uma predominância de diretores ligados ao regime ditatorial. Posteriormente, o PCB/ PC do B ganhou espaço na instituição.

Em 1985, ocorreu a primeira grande greve nacional da década, uma campanha salarial que conseguiu unificar a data-base dos bancários. Até 1989, houve uma série de greves e conquistas que se incorporam às convenções coletivas da categoria: o Plano de Cargos e Salários (PCS) para os bancos oficiais, equiparação do BB ao BNB e a criação de pisos salariais para os bancos privados.

O Sindicato filiou-se à Central Única dos Trabalhadores (CUT) em 1989. O grupo político ligado à CUT e ao PT, que assumiu a direção da entidade pela primeira vez em 1988, continua na direção do Sindicato.