Sindicato fortalece a resistência contra a extinção da Gerência de Comércio Exterior em Fortaleza

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O Sindicato dos Bancários do Ceará continua na luta para impedir a continuidade do processo de reestruturação do Banco do Brasil, que prevê a extinção da Gerência Regional de Apoio ao Comércio Exterior do Banco do Brasil, em Fortaleza.  Entre as ações do Sindicato, destaque-se o apoio conquistado dos parlamentares cearenses nessa empreitada de resistência. No último dia 19/11, houve audiência pública na Câmara Municipal de Fortaleza, proposta pelos vereadores Márcio Cruz (PROS) e Evaldo Lima (PCdoB), que assumiram o compromisso de apresentar Moção de Apoio ao não fechamento da Gecex Fortaleza, no dia 25/11, no Plenário da Câmara.


Participaram da audiência, além dos 18 funcionários da Gecex Fortaleza, Carlos Souza, secretário geral da Contraf-CUT; Rafael Matos, Conselheiro eleito do CA do BB; Clécio Morse, diretor da Fetrafi/NE; Carlos Eduardo Bezerra, presidente do SEEB/CE, Roberto Marinho, presidente da Comissão de Comércio Exterior do Ceará e representantes da Federação das Indústrias do Ceará, dos Correios e das Centrais CUT e CTB.


Carlos Eduardo Bezerra, presidente do SEEB/CE, destacou que “o papel do banco público é atuar no desenvolvimento e na redução de desigualdades, sejam elas sociais, sejam econômicas. Não é razoável, um banco público com papel social de reduzir desigualdades, fomentar a centralização de setor que promove o atendimento e a capacitação dos empreendedores do desenvolvimento do Ceará, com impacto negativo direto. Significa esvaziamento de setor importante para o desenvolvimento e de interesses do estado e do Nordeste”.


O presidente da Comissão de Comércio Exterior, Roberto Marinho fez um alerta: “não estão em questão apenas os 18 empregos da Gecex, mas toda uma cadeia de empreendimentos do setor. Está em jogo o emprego, o desenvolvimento, o fomento do comércio internacional. Com o fechamento da Gerencia de Apoio ao Comércio Exterior do BB, os números do Ceará vão cair.  Fechar uma unidade de apoio à exportação é um desestimulo para que novos empreendimentos surjam. Como vai ser o relacionamento com as empresas locais? Pequenas e médias empresas tem dificuldades e agora nós vamos perder esse apoio. Não podemos aceitar o fechamento da Gecex em Fortaleza”, denunciou.


Clécio Morse, ressaltou:“a sociedade se organiza, luta e conquista. Não defendemos só os empregos da unidade, mas o desenvolvimento econômico do Ceará. Na contramão disso, o BB aponta o fechamento da Gecex, contrariando os investimentos feitos no Estado para estimular o comércio exterior. O BB desconhece esses investimentos, inclusive, em infraestrutura”.


Segundo Rafael Matos, conselheiro de Administração eleito do BB, “o banco cresceu muito, e acompanhou a evolução do crédito ao comercio exterior. Mas principalmente, foi sustentado pela mobilização e luta dos trabalhadores. Essa reestruturação preocupa aos colegas porque sinaliza em sentido contrário dessa conquista nossa. Essa mobilização está trazendo resultados pontuais, mas precisamos avançar na base do diálogo, com apoio das entidades sindicais. Podemos discutir qual nossa expectativa para a construção de um BB cada vez mais público, cada vez mais dos brasileiros”.


“Temos preocupação com os trabalhadores, pois haverá perda de remuneração, desvio de função, falta de negociação com as entidades e falta de direitos trabalhistas. É o olhar dos trabalhadores, avançando para a defesa dos interesses da sociedade, com justiça social. É o momento do Ceará avançar e não de retroceder”.
Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará