Sindicato global apoia greve dos bancários e condena truculência dos bancos

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A UNI Sindicato Global, entidade sindical que representa cerca de 20 milhões de trabalhadores em todo o mundo e à qual a Contraf-CUT é filiada, enviou na terça-feira, 6/10, cartas ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa, manifestando sua solidariedade à greve nacional dos bancários e repudiando as atitudes antissindicais e antidemocráticas adotadas pelos bancos para impedir os trabalhadores de exercerem seu direito constitucional. As correspondências foram assinadas por Philip J. Jennings, secretário-geral da entidade, e enviadas com cópia para o presidente mundial do Santander, Emílio Botín.


O documento ressalta informações repassadas pela Contraf-CUT à UNI dando conta de que “trabalhadores estão sendo impedidos de exercer seu direito legítimo de greve durante uma campanha salarial nacional num dos setores mais lucrativos do País”. Ainda segundo a carta, “a intervenção da força policial é uma reação brutal e desproporcional, além de uma distorção dos instrumentos legais”. A UNI afirma ainda que a postura da Fenaban de negar aos trabalhadores seu direito de greve é uma violação da Convenção 98 da OIT.


Na carta encaminhada a Lupi, a UNI solicita que o ministro “intervenha e interrompa esse desacato mostrado pela Fenaban com os bancários”, pedindo “solução imediata” para algo que está deixando a federação internacional “profundamente preocupada”.


Para o secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Ricardo Jacques, o apoio da UNI é muito importante pela representatividade da entidade global. “A greve dos bancários já recebeu apoio de diversas entidades internacionais, de países como Chile, Uruguai, Argentina, Paraguai e Angola, e a manifestação da UNI Sindicato Global, na pessoa de Philip Jennings, é fundamental para simbolizar a solidariedade entre todos os trabalhadores do setor de serviços do planeta”, salienta.


“A repercussão internacional está aumentando e o mundo está começando a saber como agem na realidade os responsáveis pela direção dos bancos brasileiros por trás de suas belas propagandas sobre responsabilidade social”, destaca diz o presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra.