Sindicato promove debate sobre a crise mundial e seus efeitos na classe trabalhadora

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O Sindicato dos Bancários do Ceará promoveu, no dia 6/12, um grande debate aberto ao público para discutir a crise financeira mundial, com três convidados especiais. Prestigiado pelos bancários, o evento “Para entender a crise e buscar alternativas políticas” teve a participação do economista Sérgio Mendonça, coordenador nacional do Dieese; do professor da Uece/Unifor, Francisco José Soares Teixeira e do jornalista do PCdoB nacional, Dilermando Toni.


Bancários, delegados sindicais e diretores do Sindicato e de outras entidades prestigiaram o encontro, cuja iniciativa do SEEB/CE pretendeu contribuir para que os trabalhadores encontrem alternativas próprias às questões conjunturais e estruturais impostas na atualidade. Na abertura do evento, participou o Coral dos Bancários, sob a regência do maestro Rogério Jales.


Na abertura do debate, o diretor do SEEB/CE, Carlos Eduardo, destacou que essa promoção é parte de uma política de formação do Sindicato – “neste momento, com avaliação de conjuntura, necessária a toda a classe trabalhadora, que precisa se posicionar diante desse quadro. É preciso enfrentar esse momento na defesa dos empregos e na perspectiva de defesa dos direitos dos trabalhadores, em busca também de novas conquistas”.


A primeira análise da crise mundial foi feita pelo jornalista Dilermando Toni, do PCdoB. Segundo ele, “a crise, pela profundidade e extensão abalará ainda mais a atual ordem econômica, financeira e geopolítico mundial hegemonizada pelos Estados Unidos”. Disse, ainda, que o cenário traz a necessidade de buscar uma alternativa avançada ao capitalismo, estimulando a luta pelo socialismo.


Para o economista Sérgio Mendonça, os impactos da crise sobre os trabalhadores e a intensidade da sua desaceleração dependerão as opções de política econômica que o governo adotar, especialmente, o papel do gasto público e da política monetária (juros).

Alternativas – Destacou, Sérgio Mendonça, que para enfrentar a crise devem ser adotadas medidas anti-cíclicas, tais como: contrapartidas sociais e de emprego; preservação da política de salário mínimo, acordada com o movimento sindical; ampliação do investimento e do gasto público; redução do superávit primário; redução da taxa de juro (Selic); ampliação da liquidez (compulsório, entre outros); desoneração tributária; apoio financeiro aos setores com dificuldades, com transparência na aplicação dos recursos públicos; reforço no orçamento do BNDES e flexibilidade no cumprimento da meta de inflação.


Para o professor Teixeira, essa crise vem acompanhada de uma profunda crise de alimentos, de outra crise de desemprego e de profunda crise climática, que pode afetar a vida do Planeta. Concluiu que “a crise mundial não é só econômica e atinge o homem em vários segmentos da sua vida”.