Sindicato quer esclarecimentos sobre reais condições do Bradescão após incêndio e infiltração da chuva

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Mais uma vez, no último dia 6/7, o Sindicato dos Bancários do Ceará esteve na sede da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) para tratar de problemas referentes à agência do Bradesco da Rua Senador Alencar (Bradescão). A mediação foi conduzida pelo procurador do trabalho, Gérson Marques, e contou com os diretores Robério Ximenes, Gabriel Motta, Nelson Marques e o chefe do departamento jurídico do Sindicato, Anatole Nogueira.


O Sindicato está bastante preocupado com a segurança dos bancários/as e clientes da agência Fortaleza Centro. Após incêndio ocorrido em janeiro deste ano e passar por uma interdição feita pelo Ministério do Trabalho que durou cerca de um mês essa agência voltou a funcionar na área do térreo e, no dia 9/6, teve parte do 1º andar também liberada. No entanto, no período de 22 a 28 de maio ocorreram diversas chuvas em Fortaleza que acabaram por provocar entupimento da calha do prédio resultando na queda do forro colocado no 1º andar e alagamento nos 2º e 1º andares com a falta de eletricidade em todo o prédio no dia 29/6 ocasionando a  visita de vários diretores a essa agência.


Vários fatos graves foram detectados após o incêndio de janeiro. O Bradesco reabriu o prédio mesmo em situação perigosa. Foi necessária a intervenção do Sindicato dos Bancários e do Ministério do Trabalho para que o prédio ficasse fechado até que houvessem condições mínimas de segurança e salubridade, bem como fossem feitos estudos sobre a gravidade dos efeitos daquele incêndio na estrutura do prédio.


Desde a interdição o Bradesco vem fazendo reformas parciais no prédio e isso permanece, mesmo tendo o andar térreo em funcionamento, o que tem trazido insegurança e tensão aos funcionários que ali labutam. O Bradesco vem mostrando falta de transparência em todo esse processo, inclusive devendo ao MPT os laudos relativos aos testes estruturais realizados. Mesmo durante as reformas verificamos que o prédio não apresenta saídas de emergência. Diante dessa realidade e dos novos fatos, inclusive desnível no piso do 1º andar, cobramos esclarecimentos e transparência do Banco na solução desses problemas. Além do MPT fizemos também denúncias junto à SRTE, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.


Como encaminhamento, o dr. Gérson Marques sugeriu, inicialmente, uma reunião ampliada com todos os funcionários da agência, e ainda com a presença de representantes do Bradesco, Sindicato e Procuradoria. Entretanto, a representação do banco pediu um prazo até a próxima quarta-feira, 12/7, para apresentar à PRT laudos de segurança, plano de reforma e levar à matriz a proposta da reunião.


“O prédio é antigo, tem mais de 30 anos e, naturalmente, já demonstrava necessitar de reparos mais consistentes, ainda mais depois de tudo o que aconteceu. Não os remendos malfeitos que vinham sendo feitos e que foram constatados por técnicos do Ministério do Trabalho depois do dia 24 de janeiro deste ano. O trabalho bancário já é tenso, estressante, e tende a piorar com o funcionário estando num local aonde há uma reforma em andamento e já aconteceu incêndio e infiltração. O clima de intranqüilidade é grande e o Bradesco, como responsável, precisa garantir um ambiente seguro apresentando provas contundentes da segurança do prédio”
Robério Ximenes, diretor do SEEB/CE