Sindicato questiona PID do BNB e reivindica previdência digna

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O Sindicato dos Bancários do Ceará, pede reflexão aos colegas aptos a aderirem ao segundo plano de incentivo ao desligamento (PID) lançado recentemente pela Diretoria do Banco do Nordeste do Brasil. (BNB). Essa versão atual do PID estabelece um piso de R$ 50.000,00 e um teto de R$ 400.000,00, tendo como referência o total de 15 vezes a remuneração bruta de cada interessado.


A ponderação do Sindicato dirige-se principalmente aqueles de menor remuneração e que se encontram em dificuldades financeiras. “Em situações como essas os seres humanos ficam tentados a resolver os problemas com ações imediatistas e impensadas”, reflete Tomaz de Aquino, diretor do SEEB/CE e Coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB.


Para Tomaz de Aquino, a decisão é individual e até mesmo de foro íntimo e a intenção do Sindicato não é de intromissão indevida, mas apenas de alerta considerando aspectos gerais da proposta. “Em qualquer situação de piso ou de teto guardadas as proporções e a relatividade, o valor indenizatório oferecido pelo BNB não compensa e nem de longe substitui mecanismos previdenciários necessários a uma aposentadoria digna”.


Solução é previdenciária – O Sindicato dos Bancários do Ceará apresentou em incontáveis mesas de negociação com a Direção do BNB reivindicação visando a adoção de um programa de incentivo à aposentadoria que passasse necessariamente pelo fortalecimento do Plano de Benefício Definido da CAPEF.


Pela proposta do Sindicato os milhões usados para indenizações financeiras na primeira e agora na segunda versão desse PID deveriam ser carreados para a CAPEF, submetidos há um período de maturação de três a cinco anos e depois, mediante estudo atuarial, revertidos aos participantes na forma de uma revisão do BD previsto para ser pago hoje, que é extremamente rebaixado.


A proposta do Sindicato, ainda que sujeita a reparos, aponta na perspectiva de uma solução previdenciária para a questão, que hoje aflige mais de 1.500 pessoas inclusive e mais cruelmente aos que não tem mais a CAPEF. Nesses casos o Sindicato advoga uma alocação adicional de recursos necessários à fundação de uma aposentadoria complementar, mediante contrapartida simbólica das pessoas que compõe esse universo.


O Plano BD é solidário e tem que fortalecer essas características. Inadmissível que por decisão equivocada e de má fé adotadas em gestões anteriores, quem pague a conta seja o trabalhador, afirma Tomaz de Aquino, que finaliza dizendo: “Se os governos Lula e Dilma não tiveram sensibilidade suficiente para equacionar esse drama dos benebeanos, muito menos acreditamos em solução por esse governo atual, mergulhado na corrupção e ilegitimidade. Mas a luta continua”.