Sindicato realiza ato contra demissões no Itaú

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Dirigentes do Sindicato dos Bancários do Ceará realizaram mais um dia de protesto contra as demissões no Itaú Unibanco. Desta vez houve paralisação o dia inteiro na agência da Praça dos Correios, em frente ao Museu do Ceará, no Centro de Fortaleza. Ao som da música Sabiá, de Luiz Gonzaga, exatamente no trecho alivia minha dor (sabiá), tem pena d’eu (sabiá), os transeuntes tiveram a exata medida do clamor do funcionalismo do Itaú Unibanco.


A terça-feira, dia 19/7, foi o Dia Nacional de Luta contra as demissões no Itaú Unibanco em todo o País. Na manifestação, houve uma dramatização entre personagens de uma bancária e um banqueiro (os atores Carlos Alves e Cleomir Alencar), da Trupe Tramas de Teatro. Na performance, o público presente na Praça dos Correios tomou conhecimento de como está o ambiente de trabalho no Itaú Unibanco.


Além disso, o ato também teve distribuição de abacaxi para a população. Não um abacaxi verde, difícil de descascar, mas um abacaxi com sabor que os funcionários do Itaú e a sociedade brasileira tanto querem. “É com demissão, é com opressão, é um verdadeiro abacaxi de casca dura esse Itaú Unibanco. Mas nós bancários vamos oferecer um abacaxi descascado e doce”, afirmou o diretor do SEEB/CE e funcionário do banco, Alex Citó.

DEMISSÕES INEXPLICÁVEIS – O diretor Alex Citó explicou o drama vivido pelos bancários do Itaú, usando como exemplo um companheiro que tirou o primeiro lugar no AGIR (Ação Gerencial Itaú de Resultado) em janeiro, segundo lugar em Fevereiro e em março teve como prêmio a demissão. O diretor disse ainda que no Ceará, já foram 32 demissões e no Brasil já foram mais de 4.000 desligados do banco. “Um prejuízo também para a sociedade: nas agências, guichês de caixa sem funcionários e as filas aumentando cada vez mais. É uma demissão que não é justificável”, avaliou o diretor.


O presidente do SEEB/CE, Carlos Eduardo Bezerra Marques, ressaltou a atuação do Sindicato em protesto contra a atual política do Itaú Unibanco. “O papel do Sindicato é esse: fechar a agência, dialogar com a sociedade e com a população e denunciar. A postura do banco não mudou. Então é o momento de enfrentamento e para os bancários é mais um momento de luta. Isso sinaliza que a Campanha Nacional de 2011 será uma campanha onde a participação do bancário, o diálogo com a sociedade e os compromissos relacionados às nossas reivindicações no tocante ao emprego decente e a remuneração digna e com condição de trabalho serão os pontos prioritários dos bancários”, concluiu.