Sindicato realiza protesto em clima de São João no Passaré

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O Sindicato dos Bancários do Ceará realizou na última quarta-feira, dia 22/6, o Dia do Vermelho no Passaré. Com muito forró pé-de-serra e milho verde, o Sindicato fez um verdadeiro São João dos Bancários em protesto contra a morosidade do Banco em negociar.


O Dia do Vermelho no BNB é uma iniciativa da Contraf-CUT/CNFBNB com o objetivo de protestar contra a falta de respeito com que a Direção do BNB vem tratando as reivindicações do funcionalismo. O protesto fez paralisações parciais das atividades do Banco por duas horas e antes do protesto no Passaré já tinha acontecido nas agências Bezerra de Menezes, Centro, Montese e Aldeota, bem como em unidades operadoras do BNB em outros estados.


Reivindicações como isonomia, revisão do PCR, Plano de Funções, revisão do Plano BD da Capef, custeio da Camed com maior participação do Banco, pagamento de passivos trabalhistas, dentre outras demandas vem sendo proteladas pela direção do BNB.


“Esse protesto é uma onda de manifestações que vêm sendo feitas há mais de dois meses no Ceará e em outros estados e vamos continuar protestando até que o Banco se disponha a atender nossas reivindicações”, esclareceu o coordenador da Comissão Nacional, Tomaz de Aquino.


Tomaz aproveitou para convocar os funcionários a se engajarem desde já na Campanha Salarial que se aproxima. “Esse ano, com esse discurso de corte de gastos por parte do Governo, vai ser um ano muito difícil para a nossa Campanha. Precisamos estar fortes e mobilizados para conseguirmos nossas conquistas. E mais: não podemos aceitar que o BNB seja submisso e não tenha cacife para se impor a um órgão do 3º escalão do Governo, como é o DEST”, afirmou.


O dirigente denunciou ainda o quadro absurdo de terceirização dentro do Banco, numa proporção de um terceirizado para um funcionário. “Enquanto isso, seis mil concursados aguardam convocação”. Além disso, Tomaz chamou a atenção para o processo nada transparente de indicação de cargos que existe hoje dentro do BNB.


O presidente do Sindicato dos Bancários, Carlos Eduardo Bezerra, cobrou uma atitude de respeito do Banco. “É preciso avançar. Quantas negociações frustradas já foram realizadas? Não é nada razoável que um banco como o BNB não tenha uma pessoa para pegar as reivindicações dos bancários e analisar para dar uma resposta ao funcionalismo. Queremos que o Banco respeite os trabalhadores e se proponha ao menos a negociar”, disse. Ao final, ele cobrou também a participação dos bancários: “a nossa força é do tamanho do nosso envolvimento e da nossa mobilização e todos precisam estar engajados para alcançarmos nossa vitória”, concluiu.