Sindicato se reúne com superintendência para debater jornada de trabalho e compensação de horas

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O Sindicato dos Bancários do Ceará se reuniu com a Superintendência do Santander no Ceará na segunda-feira, 4/7, para discutir e buscar soluções para três questões principais: extrapolação de jornada de trabalho, compensação de horas e dotação de pessoal. Estiveram presentes os diretores do SEEB/CE, Clécio Morse, Ailson Duarte e Eugênio Silva e o superintendente regional do banco, Marcelo Veloso.


O Sindicato realizou uma série de visitas às unidades do Santander e verificou em algumas delas a extrapolação excessiva da jornada de trabalho. Em alguns pontos, inclusive, os funcionários trabalhavam até quase meia noite. A constatação fez com que o Sindicato solicitasse uma reunião com a diretoria regional do banco para apresentar a situação encontrada nas agências.


O problema surgiu quando o banco unificou o sistema, passando os funcionários por um período de adaptação à nova cultura interna, o que poderia justificar a extrapolação da jornada. “Houve essa fase de adaptação ao sistema, mas já foi superada, portanto a extrapolação de jornada não se justifica mais”, afirma Clécio Morse, diretor do Sindicato e funcionário do Santander.


Analisando a situação exposta pelos diretores, a Superintendência sugeriu o remanejamento dos quadros internos do banco – diagnóstico que o movimento sindical não concorda, mas acredita que apenas minimizaria os problemas e não os solucionaria. O Superintendente Marcelo Veloso se comprometeu a apresentar as questões em reunião de avaliação realizada com a direção do banco no dia seguinte, 5/7, dando destaque à compensação de horas.


“Nós fomos contundentes, o Sindicato dos Bancários não assina banco de horas, então não assina compensação de horas. Nós estávamos pedindo respeito e dignidade aos trabalhadores. O banco poderia avisar com, pelo menos, 24 horas de antecedência da compensação”, afirma o diretor do SEEB/CE, Clécio Morse.


O Sindicato é categórico no combate a esse tipo de situação, continuará alerta e, se for o caso, paralisará as unidades do banco. Para reforçar a luta, o Sindicato solicita aos trabalhadores que se façam presentes e denunciem para que todas as medidas possíveis sejam tomadas.


“Estaremos dando continuidade às visitas nas agências do Santander e esperamos que os problemas tenham sido resolvidos. Isto é o que espera o Sindicato e o corpo funcional do Santander”, afirma Eugênio Silva, diretor do Sindicato e funcionário do banco.