Suspensão das CCPs quebra acordo com movimento sindical

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As Comissões de Conciliação Prévia (CCPs) do Banco do Brasil estão suspensas em todo o País sem data prevista para retomada. Segundo a diretoria do BB, a suspensão vem ocorrendo por conta de problemas técnicos no sistema utilizado pelo banco. Enquanto isso, os processos de conciliação estão se acumulando, frustrando os trabalhadores e desrespeitando os prazos previstos no estatuto da CCP.


“O banco está descumprindo o acordo que fez com a Contraf-CUT e os sindicatos ao suspender as CCPs”, afirma Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa do Banco do Brasil da Contraf-CUT. “Centenas de solicitações estão paradas por conta da inoperância e da incapacidade da Diretoria de Responsabilidade Social do BB em gerir as CCPs”, ressalta.


Marcel lembra que, quando o banco lançou o Plano de Aposentadoria Antecipada (PAA), chegou ao conhecimento da confederação que a diretoria estaria usando supostas indenizações que seriam recebidas pelos funcionários que aceitassem a aposentadoria nas CCPs como “propaganda” do plano. “Agora a diretora responsável pelo setor simplesmente não dá prosseguimento nem ao que foi negociado com o movimento sindical e muito menos cumpre essas promessas feitas por ela e pela diretoria aos trabalhadores para vender aquele pacote de maldades”, indigna-se. Diversos sindicatos em todo o Brasil, entre eles o Sindicato do Ceará, estão cobrando uma solução do banco e a efetiva retomada da CCPs.