Termina a greve na Caixa

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Em negociação realizada na madrugada de 6/10, a direção da Caixa Econômica Federal confirmou seguir a proposta da Fenaban e garantiu ainda uma importante conquista: a PLR Social, que corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido entre os empregados, será mantida por dois anos. O banco informou ainda que se o acordo for assinado até o dia 15, fará o pagamento das diferenças salariais retroativas de setembro e de 60% da PLR até 20 de outubro.


O acordo garante ainda um espaço de debate entre os trabalhadores e a direção da Caixa a respeito da subjetividade e a arbitrariedade nos processos de descomissionamentos.


Confira a seguir os principais destaques da proposta da Caixa aprovada pelos bancários cearenses.


Promoção por Mérito

A evolução por mérito fica assegurada também por dois anos, da mesma forma que o GT que discute o aprimoramento constante dos critérios de promoção.


Bolsa de Estudos

Concessão de 1,6 mil bolsas: até 300 para graduação, 500 para pós-graduação e 800 para idiomas.


Licença-Amamentação

Asseguraria às empregadas mães, inclusive as adotivas, com filho de idade inferior a 12 meses, dois descansos especiais diários de meia hora cada um, facultado à beneficiária a opção pelo descanso único de uma hora.


Vale-Cultura

Mantido ao empregado que ganha até oito salários mínimos.


Saúde Caixa

Mantém o GT Saúde do Trabalhador, do Saúde Caixa e da mesa permanente de negociação; trazendo para a pauta a discussão dos impactos decorrentes da implantação de novos processos de trabalho.


Dias da greve anistiados

O abono integral de todos os dias da greve. Nenhum grevista terá de compensar o período de ausência, como ocorreu em anos anteriores.


Revisão do RH 184

Criação de um grupo de trabalho (GT) para discutir e estabelecer, em 30 dias a partir de sua implantação, critérios objetivos de descomissionamento. A intenção é acabar com a arbitrariedade no processo, institucionalizada pelo RH 184 que deixou a decisão aos critérios subjetivos da chefia.


“A atual conjuntura instalada no País, em consonância com a política neoliberal deste governo, tende à retirada de direitos dos trabalhadores. Por isso foi importante a nossa luta conjunta, a nossa mobilização forte e unidade em defesa dos nossos direitos. Lutamos com responsabilidade e estão de parabéns todos que construíram com o Sindicato a greve de 31 dias”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e empregado da Caixa