Trabalhadores conquistam GT de Saúde com reuniões periódicas

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Em reunião na sede da Contraf-CUT, no dia, 28/4, entre o banco Itaú e a Comissão de Organização dos Empregados (COE), foi criado o GT de Saúde, com o objetivo de discutir junto ao banco as condições de trabalho dentro das unidades. A composição do grupo será fechada na próxima reunião.


Na ocasião, o banco trouxe retorno sobre a última reunião, onde foi discutido emprego e agências digitais. Existem oito agências digitais, sete em São Paulo e uma no Rio de Janeiro.


Entre os itens de pauta, foram discutidos saúde e condições de trabalho, além da implementação da cláusula 57. Segundo o coordenador da COE Itaú, Jair Alves, a comissão cobrou a implantação da CIPA nos locais de trabalho e o banco se comprometeu em chamar o movimento sindical para fazer a implementação.  Os trabalhadores cobraram acesso dos dirigentes nos locais de trabalho das agências digitais e o banco informou que está discutindo com a diretoria responsável pela área.


Outro tema abordado na reunião foi o programa de readaptação, do qual o banco havia feito uma apresentação anterior e a comissão informou os problemas relatados pelas federações. O principal problema está na gestão e organização, onde os funcionários acabam sendo prejudicados.


O gestor da agência tem a responsabilidade de cuidar do caso do bancário que está retornando do trabalho, após afastamento médico. É o gestor quem encaminha os atestados e toda a documentação.  Os trabalhadores reivindicam que este processo seja feito por pessoas capacitadas de RH, visto que na agência o gestor já tem muitas tarefas e também não tem qualificação para mais esta, de extrema importância, pois diz respeito à saúde do trabalhador. O banco ficou de avaliar e discutir o programa.


Lucro – O Itaú lucrou R$ 5,2 bilhões no primeiro trimestre de 2016, queda de 9,9% em relação a março de 2015. A holding encerrou março de 2016 com 82.871 empregados no País, com redução de 2.902 postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2015. Foram abertas 74 agências digitais e fechadas 154 agências físicas no país entre março de 2015 e março de 2016, totalizando, ao final do período, 3.750 agências físicas e 108 digitais.