Trabalhadores farão greve contra a Emenda 3

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No dia 10/4, trabalhadores do Brasil inteiro vão cruzar os braços por três horas numa greve pela manutenção do veto do presidente Lula à emenda 3. O veto deverá ser votado na primeira quinzena de abril e se for derrubado pode acabar com vários direitos trabalhistas, como férias, 13º salário, licença-maternidade, vale-transporte e alimentação, FGTS.

“Esta emenda 3 foi apresentada maliciosamente no projeto de lei que criou a Super Receita e tenta, na verdade, fazer uma reforma trabalhista. É a tentativa da direita, derrotada na eleição presidencial do ano passado, de impor sua agenda neoliberal”, comentou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.

Para garantir o veto presidencial à emenda 3, as sete principais centrais sindicais vão realizar uma greve no próximo dia 10/4.

“Nós, bancários, seremos uma das principais vítimas da emenda 3. Os bancos terão facilidades de transformar seus funcionários em pessoas jurídicas, sem necessidade de assinar carteira de trabalho. Sabemos muito bem o que isto significa, pois os banqueiros vira-e-mexe são acusados de contratações irregulares. Além do mais, a emenda 3 acaba com a possibilidade de os fiscais do trabalho cumprirem seu papel de fiscalização”, explicou Vagner.

Veículos de comunicação – Sindicalistas denunciam lobby da mídia para derrubar veto à Emenda 3, principalmente a Globo, pela derrubada do veto presidencial à emenda 3 da Super Receita – que impede o governo de fiscalizar as relações trabalhistas e, na prática, deixa as empresas livres para contratarem pessoal sem pagar direitos como Fundo de Garantia, férias e 13º salário.