Tradições juninas animam o Nordeste

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Festivais de quadrilha e muito forró transformam o mês de junho no mais animado no Nordeste. Somente no Ceará, a Federação das Quadrilhas Juninas no Estado (Fequajuce) cadastrou mais de 120 festivais. Outra atração do período é a fartura de comidas típicas, que podem ser encontradas em vários lugares, das barraquinhas na esquina de casa aos restaurantes mais tradicionais.


As festas juninas celebram Santo Antônio, São João e São Pedro. A tradição remete a rituais de fertilização para garantir o crescimento da vegetação, fartura na colheita e clemência por chuvas em diversas sociedades. A Igreja Católica adaptou-os às comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício.


O costume foi trazido ao Brasil pelos portugueses. Os brasileiros adaptaram a festa a seu modo de vida e, com isso, ela ganhou no País aspectos singulares. Na quadrilha, dança originada na corte francesa, os quatro pares foram substituídos por diversos casais enfileirados ou em círculos, o que deu à festa um caráter popular. Já as vestes remendadas, os chapéus de palha e o casamento foram agregados nas incursões da população para o interior do Brasil, fazendo prevalecer como referência, por muitos anos, a figura do Jeca Tatu.


Para muitos, a quadrilha não é mais uma mera brincadeira. No Ceará, são ao todo 127 quadrilhas filiadas à Fequajuce que disputam os mais de 120 festivais. Critérios como quadrilha, marcador, rainha e casal de noivos são avaliados para a escolha da campeã. Além de conferir um belo espetáculo e dançar à noite inteira, os festivais são uma ótima oportunidade para se saborear os tradicionais bolo de milho, de batata, aluá, canjica, pamonha, cuscuz e pé-de-moleque.