Tribuna Bancária chega a 1.000 edições

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Ajudar o Sindicato dos Bancários do Ceará a trazer a categoria bancária de volta à mobilização. Com esse objetivo nasceu o jornal Tribuna Bancária em 1979, seguindo o reaquecimento do movimento sindical em todo o País no final da década de 1970. O grupo que dirigia a entidade nessa época era encabeçado pela funcionária do Banco do Brasil, Maria da Natividade Belém Pinho.


A Tribuna Bancária não seguia, a princípio, nenhuma padronização, nem editorial, nem gráfica. O formato e a periodicidade também não eram constantes. Apesar disso, desde o começo, o jornal tinha uma boa aceitação da categoria. A prova disso era que a própria distribuição do periódico era vista como ameaçadora pelos gerentes e supervisores dos bancos, em especial, dentro das instituições privadas.


Em 1988, um grupo ligado ao PT vence as eleições para o Sindicato e o hoje deputado estadual Nelson Martins, do Banco do Brasil, assumiu a presidência da entidade. O grupo implementou várias ações na estrutura do Sindicato, inclusive na área de comunicação: Plínio Bortolotti, jornalista, funcionário da Caixa Econômica Federal e diretor do Sindicato, assumiu o departamento de imprensa e um outro jornalista, Roberto Maciel, foi contratado para editar a Tribuna Bancária, que ganha mais profissionalismo e uma periodicidade regular (semanal) – que se mantém até hoje.


Como todo jornal sindical, a Tribuna Bancária tem por objetivo não só divulgar as atividades do Sindicato, mas também analisar os acontecimentos, conscientizando a categoria e assim, cumprindo o papel que cabe às entidades sindicais como um todo. Porém, o jornal não deve ser um mero propagandista do Sindicato, e sim um idealizador de lutas na medida em que expõe o pensamento de seus líderes. Daí, a atenção especial com o conteúdo, não só para seguir o caráter ideológico da diretoria, mas também para dar ao bancário a dimensão dos acontecimentos políticos e sociais do País. Com as edições semanais, o jornal procura não só noticiar, mas analisar as notícias e mostrar quais as implicações de tais ações na vida da categoria.


Reforçando seu papel social, o jornal se engajou em campanhas históricas como as Diretas Já, as Caravanas da Solidariedade, o Fora Collor, a eleição de Lula como primeiro presidente do movimento popular, a luta contra a privatização do BEC, entre outras.


Hoje, a Tribuna Bancária, que chega a sua milésima edição, destaca-se no meio sindical como sendo um dos principais jornais de entidades sindicais do Estado. O departamento de imprensa do Sindicato é considerado um dos mais estruturados do Ceará, dispondo além do jornal, de informes (enviados, por e-mail e fax para os bancários, duas vezes por semana – às terças e quintas), um programa de rádio (Rádio Bancários, transmitido pela Rádio Universitária FM 107,9, de segunda a sexta, de 7h30 às 8h) e um site na internet (www.bancariosce.org.br), atualizado diariamente.


O jornal é finalizado todas às sextas-feiras e distribuído para todo o Ceará, com uma tiragem de 11.000 exemplares. Eventualmente, são confeccionadas edições especiais por banco ou por tema.


Atualmente, o diretor da Secretaria de Imprensa é o ex-presidente da entidade, Tomaz de Aquino, funcionário do Banco do Nordeste (BNB). Compõem ainda o setor, a assessora de imprensa Lucia Estrela, a repórter Sandra Jacinto, as estagiárias de Jornalismo Carolina Blum e Lidiane Pereira, o diagramador Normando Ribeiro, o fotógrafo Drawlio Joca e o ilustrador Cosmo Lopes.


“A Tribuna foi uma escola para mim. Ela foi um dos veículos que me despertou para ver o outro lado. A milésima edição é uma referência para o Estado do Ceará e serve como exemplo para os outros sindicatos, possibilitando ao trabalhador receber informações da sua categoria, a partir do seu ponto de vista. A luta de classes ainda continua”
Déborah Lima, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará

“Os jornais sindicais e a Tribuna Bancária em específico, por ter sido o primeiro jornal sindical profissionalizado, são de fundamental importância para levar uma informação diferenciada aos trabalhadores, proporcionando o debate”
Plínio Bortolotti, jornalista, ombudsman do O Povo, diretor de imprensa do Sindicato (1989-1994) e assessor de imprensa da entidade (1995-1998)

“A Tribuna Bancária é um jornal sindical de referência no Estado do Ceará. A conquista da milésima edição não é apenas das diretorias que sucederam no Sindicato, mas de todos os trabalhadores. Mostra também a importância da informação para o conhecimento e para gerar consciência na categoria bancária. Tenho um carinho muito especial pela TB porque tive o prazer de contribuir na sua concepção dentro do processo histórico dos anos 1990. É uma publicação que informa sobre os assuntos da categoria, mas também sobre aqueles de interesse do Brasil e do estado do Ceará. Os bancários estão de parabéns!”
Franzé Ribeiro, jornalista e ex-assessor de imprensa da entidade

“O Jornal Tribuna Bancária é um parceiro que une a diretoria e os trabalhadores, e faz com que a informação, que é vital, possa agregar e colaborar na luta da categoria de forma mais precisa. Estão todos de parabéns, jornalistas, dirigentes sindicais, bancários e a comunidade em geral”
Marcos Saraiva, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará


“Um aspecto fundamental na linha editorial da Tribuna Bancária é o espaço reservado aos assuntos gerais de interesse da sociedade e o caráter de interatividade com a categoria e setores do movimento sindical e popular. A postura de autonomia e o respeito ao contraditório são também características que marcam a milésima edição da TB”
Tomaz de Aquino, jornalista, diretor do Sindicato e atual Secretário de Imprensa

“A importância de um jornal sindical é imensurável. O mais importante é a periodicidade contínua do Tribuna Bancária, o que leva credibilidade e segurança aos bancários e ao movimento sindical na utilização do recurso jornalístico como forma de conscientização de classe e contra-posição à mídia de massa escrita controlada pela burguesia”

Clécio Morse, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará

Normando Ribeiro (diagramador), Lucia Estrela (assessora de Imprensa), Tomaz de Aquino (diretor de Imprensa), em pé: Sandra Jacinto (repórter), Carolina Blum e Lidiane Pereira (estagiárias de Jornalismo)