Tumulto no Itaú deixa sindicalista ferido

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O que deveria ser mais uma manifestação do Sindicato dos Bancários do Ceará em época de greve da categoria, acabou como um incidente lamentável. Durante uma atividade contestatória nesta quarta-feira, 7/10, no banco Itaú da Rua Major Facundo, em Fortaleza, a porta da agência foi acidentalmente quebrada. Segundo o diretor do SEEB/CE, Gabriel Motta, o fato ocorreu depois que um funcionário da unidade impediu a entrada dos sindicalistas, gerando um tumulto, que resultou no despedaço da porta de vidro.


Para Gabriel Motta, o incidente aconteceu devido a atitude antissindical do gerente da agência. “Nós lamentamos o ocorrido, porém não podemos ser responsabilizados por ele, porque foi o gerente e o diretor regional que causaram toda essa situação desagradável, obstruindo a nossa entrada no banco”, denunciou. Na ocasião, o diretor do Sindicato, Clécio Morse, foi ferido na barriga pelos estilhaços de vidro e realizou, posteriormente, um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal da Capital.


“Nós estamos numa greve pacífica e ordeira. Não temos intenção nenhuma de que ocorram acidentes como esse. Nosso objetivo era adentrar a unidade para conscientizar clientes e funcionários sobre a atual situação da Campanha Salarial dos Bancários, mas a posição truculenta do gerente fez com que isso acontecesse”, declarou o diretor Carlos Henrique.

MANIFESTAÇÃO PROSSEGUE – Mesmo com o lamentável incidente, o arrastão organizado pelo Sindicato dos Bancários no Centro de Fortaleza continuou pelo restante da manhã de quarta-feira. Os dirigentes visitaram inúmeras agências, com especial atenção aos bancos privados que conseguiram interdito proibitório, Unibanco, Itaú e Bradesco. Eles fizeram apitaço às portas e dentro das unidades, denunciando a postura intransigente dos banqueiros com a categoria e a sociedade.


O diretor Robério Ximenes ressaltou a exploração a que são submetidos diariamente os clientes dos bancos com as altas tarifas e juros. “Não se pode dar um espirro em uma agência bancária que você tem que pagar”, brincou. Ele fez questão de revelar para os presentes nas unidades as reivindicações dos bancários, que incluem um reajuste salarial de 10%, uma melhoria no Piso e uma PLR digna. “Nós lutamos também por uma regulamentação do sistema financeiro, para que seja gerado emprego e renda, fomentando o desenvolvimento nacional. Temos que acabar com a ‘farra’ dos banqueiros”, acrescentou.