União por acordo marco com Santander e HSBC

31

Trabalhadores pressionam instituições pela assinatura de compromissos trabalhistas e sindicais comuns nos países onde atuam. A cidade de São Paulo vai sediar, nos dias 17 e 18/3, um seminário internacional com dirigentes sindicais oriundos de várias partes do mundo, com representantes das Américas, Europa e Ásia. O objetivo é discutir um acordo marco global que assegure direitos fundamentais para os trabalhadores do Santander e do HSBC em todos os países onde atuam, como o direito à organização sindical sem ingerência patronal e à sindicalização sem retaliações, repressão ou discriminação. Os dois bancos estão entre os com maior presença internacional.


Para Rita Berlofa, que coordena a Rede dos Trabalhadores do Santander na América pela UNI Sindicato Global e pela Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul, “esse acordo não é importante apenas para os trabalhadores, mas para as empresa também, pois agrega valor à imagem. É inaceitável que bancos deste porte não tenham acordos marcos globais”, comenta.

INTERMEDIAÇÃO – No Brasil, sindicalistas enviaram cartas às direções dos bancos e reuniram-se com o Santander e o HSBC no dia 10/2 para tratar do tema. “Acreditamos que o Santander no Brasil tem amplas condições de nos ajudar a construir esse acordo junto à direção mundial do grupo”, diz Rita, que cobra da filial brasileira da instituição financeira a intermediação das negociações entre os bancários e a matriz espanhola.À frente da iniciativa está o sindicato mundial UNI Finance Global Union, sediado na Suíça. Segundo o presidente da entidade, Oliver Röthig, trabalhadores do HSBC e do Santander em mais de 20 países estão, a exemplo dos brasileiros, lutando pela assinatura do acordo. “HSBC e Santander empregam juntos cerca de 466 mil pessoas no mundo e precisam provar que são sérios com relação a seus compromissos com a responsabilidade social assinando os acordos globais. Nós estamos prontos para negociar”, disse.

RESPOSTAS – A direção mundial do Santander respondeu na segunda 1º/3, afirmando que, apesar de cumprir as normas internacionais do trabalho onde atua, está analisando a solicitação da assinatura de um acordo marco específico e que dará uma resposta assim que tiver um posicionamento oficial sobre o tema. A direção do HSBC ainda não se pronunciou.