Cultura

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Exposição Vaqueiros no Centro Dragão do Mar

O Museu da Cultura Cearense (MCC) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura tem como carro-chefe a exposição de longa duração Vaqueiros, localizada no piso inferior do Museu. A exposição já recebeu mais de um milhão de visitantes desde abril de 1999, quando foi inaugurada.  Nela, encontram-se elementos que possibilitam rememorar e reconstruir o que, tradicionalmente, compreende-se como cultura sertaneja.  A exposição etnográfica tem curadoria de Margarita Hernandez e resulta de pesquisa coordenada pela historiadora Valéria Laena no período de 1998-1999, com equipe multidisciplinar formada por museólogos, antropólogos, historiadores, documentalistas e fotógrafos em expedição pelo sertão cearense.

A pesquisa gerou um acervo de cerca de 130 peças, formando a coleção Vaqueiros que compõe uma museografia permeada de fotografias da vegetação da caatinga, retratos de vaqueiros (as); de instalações (casa do ferreiro, casa do seleiro, casa de vaqueiro, cercas, chocalhos, casarões de Icó-CE, sons do aboio); de vestimentas de couro (gibão, chapéu, luvas e botas de couro); utensílios domésticos de couro (cama, bancos); de utensílios de trabalho (marcas de ferrar, selas, chicotes, carros de boi); além de vídeo da vaquejada, e de elementos de festividade e religiosidade (máscaras de reisado, imagens de santos).  Visitas de quarta a sexta, das 9h às 18h (com acesso até as 17h30), e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h (com acesso até as 17h30). Acesso gratuito e livre. Mais informações: (85) 3488.8628.


Assista em Casa: Curta “E Depois?” aborda luto de maneira emocionante

“E Depois?”, um curta-metragem de apenas 18 minutos e é uma daquelas surpresas da Netflix. Dayo, um motorista de aplicativo, guarda em luto silencioso a perda da família. Ele é, na verdade, é um ex-executivo que perdeu a filha e a mulher de modo bizarro. O filme mostra bem esse momento terrível na vida de um homem até então feliz e realizado. Vítima de uma mazela da vida, a partir daquele momento, seria só dor, incompreensão e tristeza. Sempre em silêncio, ele ouve as histórias alheias nas breves caronas que disponibiliza. De alguma maneira, ele cruza sua profunda tristeza com as narrações dos passageiros. O desfecho em particular é extremamente comovente ao tentar responder a pergunta do título. O final é abrupto, mesmo para um curta-metragem, mas encapsula a sensação geral do filme: um homem quebrado, sem saber para onde ir e como seguir. O curta foi indicado ao Oscar 2024.

 

Dica de Leitura

Ditadura: personalidades dão depoimentos em novo livro

Com textos de diversos personagens que sofreram diretamente os impactos do Golpe Militar, o livro “Tempos de chumbo” traz ao leitor uma perspectiva próxima de episódios que ocorreram durante a Ditadura Militar. Organizado por Carolina Brito — filha do fotógrafo Orlando Brito — o título traz artigos de Frei Betto, Eduardo Suplicy, Gilmar Mendes, Rodrigo Pacheco, além de Maria Thereza Goulart, viúva do ex-presidente João Goulart (Jango). O título foi lançado dia 2/4, no Senado Federal, junto com uma exposição sobre o tema, o livro propõe uma reflexão sobre o período marcado pela opressão e a luta por liberdade. Os textos narram momentos tensos, mas também trazem episódios curiosos, como conta Frei Betto sobre quando estava preso e recebia livros que passavam pelo crivo da censura. Certa vez, um exemplar com o nome “O cubismo” foi barrado pelo diretor do presídio pois, segundo ele, títulos sobre Cuba eram proibidos. São 320 páginas que intercalam textos com fotos de Orlando Brito, profissional que registrou diversos momentos importantes da história do país e faleceu em 2022. Para comprar acesse

https://bit.ly/4cQK50G . O livro custa R$ 69,00.

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