Dia Nacional de Luta contra juros altos cobra redução da Selic pelo desenvolvimento do país

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O movimento sindical bancário em todo o país, sob orientação da Contraf-CUT realizou, nesta quarta-feira (20/9), novos protestos para pressionar o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a reduzir a taxa básica de juros brasileira (Selic) que, atualmente, está em 13,25%. Nesse patamar elevado, o índice faz com que o país continue com a maior taxa de juros reais (resultado da Selic menos a inflação) do mundo. O ato em Fortaleza aconteceu em frente à sede do Banco Central, no centro da cidade, reunindo as principais centrais sindicais do Estado. Além dos protestos foi realizado um tuitaço com a hashtag #JurosBaixosJá.

Desde o primeiro semestre, a Contraf-CUT realiza protestos nas ruas e nas redes sociais contra a política monetária contracionista (ou seja, que dificulta o desempenho da economia), que vinha sendo praticada pelo Banco Central desde 2021. Naquele ano, o Copom iniciou uma série de aumentos da Selic, que passou de 2% para 13,75%, percentual mantido de agosto de 2022 a agosto deste ano, quando houve redução de 0,50% no índice.

Não podemos continuar com um Banco Central que serve aos interesses apenas do mercado financeiro em detrimento dos interesses do povo brasileiro. O atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, sempre foi simpatizante do governo Bolsonaro e ainda insiste em fazer a política econômica do governo anterior derrotado nas últimas eleições”, destacou o presidente da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo.

A expectativa é de um novo corte que levaria a Selic dos atuais 13,25% para 12,75%. Com isso, ocorrerá o 2º corte consecutivo, após um ano de Selic no patamar de 13,75% e três anos da prática, pelo Banco Central, de uma política monetária que trouxe sérios prejuízos ao crescimento econômico e, portanto, à manutenção e criação de empregos de qualidade no país.

Apesar de o regime de metas da inflação ser um instrumento adotado há décadas pelo Brasil para ajudar a conter a inflação, os juros em níveis altos tornam o investimento produtivo menos viável e desestimula o consumo, por forçar o aumento das taxas em todo o sistema bancário. Já os juros em queda estimulam o aquecimento da economia, porque o crédito fica mais barato, tanto para empresas quanto para os consumidores, o que favorece as vendas das empresas, gerando mais empregos e arrecadação.

O BC deve servir aos interesses do povo, à criação e manutenção de emprego. Defendemos um Banco Central com autonomia e que, de verdade, colabore, em suas decisões, para o desenvolvimento do país.

Fonte: SEEB/CE, com informações da Contraf-CUT

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