Itaú: Em negociação, funcionários cobram garantia de emprego

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“O fechamento de agências é preocupante não apenas para os trabalhadores, mas também para os clientes e para a sociedade como um todo. Os trabalhadores correm o risco de ficarem sem emprego e os clientes correm o risco de ficarem com um atendimento cada vez mais precarizado. O Itaú, assim, se omite do cumprimento do seu papel social, que deveria ser o de contribuir com a geração de emprego e renda e com o desenvolvimento do país”
Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/NE na COE Itaú


Até a primeira quinzena de abril, o Itaú havia fechado 35 agências no país em 2019. Esse número mais do que duplicou na segunda-feira (6/5), chegando a 77 agências fechadas no país em 2019. O banco ainda vai fechar mais 57 agências até o dia 3 de junho. As informações foram passadas pelo próprio banco durante reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú dia 7/5, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. As informações haviam sido cobradas pelos representantes dos trabalhadores na última reunião da COE com o banco.

Nas 35 agências fechadas até 15 de abril, 112, dos 122 funcionários da área operacional foram realocados. Os outros 10 também foram desligados, segundo o banco, por problemas na performance. Os dados da área comercial ainda estão em fechamento. O banco também não informou o número de demissões. Os funcionários cobraram do banco que seja reaberto o Centro de Realocação e que os bancários realocados não tenham avaliação de performance durante os seis primeiros meses de realocado. Vamos acompanhar de perto, em todo o Brasil, as realocações dos bancários.

Dados estatísticos – O maior número de desligamentos (26,2%) se concentra na faixa de 25 anos a 34 anos. Outros 18,8% desligamentos ocorreram na faixa de 40 anos a 49 anos. Em 2019 os números de desligamentos são de 31% área administrativa, 27,2% área comercial e 41,8% operacional. Em 2018 os números de desligamentos foram de 28% na área administrativa, 40,9% área comercial e 31,1% operacional, o que mostra uma inversão nos números da área operacional e comercial. O turnover ainda permanece alto e os funcionários cobraram uma explicação sobre o crescimento de demissões na área operacional.

Uma nova reunião deve acontecer no dia 18 de junho, quando o banco atualizará as informações de realocação das novas agências fechadas. Mas, os trabalhadores vão se reunir antes disso para analisar as possíveis ações a serem tomadas contra o fechamento de agências e as demissões de funcionários.

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