Não vamos deixar vender o Brasil!

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Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

Sem plano de governo para a economia nem para a pandemia, o governo Bolsonaro decidiu enfrentar o déficit público vendendo todo o patrimônio brasileiro.

Estão na lista a Eletrobrás, os Correios, a Casa da Moeda, várias subsidiárias da Petrobrás e até mesmo a própria Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), só para citar algumas. Sem falar nas constantes ameaças aos bancos públicos (BB e Caixa), cada vez mais sucateados por esse “desgoverno”.

As empresas estatais geram recursos para o estado brasileiro investir em áreas como saúde, educação, moradia e saneamento básico, entre outras, o que não é o caso de empresas privadas, que só visam o lucro.

Empresas privatizadas, compradas por investidores estrangeiros, enviam os lucros para fora do Brasil sem pagar nem um centavo de imposto. A Vale do Rio Doce, vendida em 1997 durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, manda 70% dos lucros para fora, e já tem duas tragédias nas costas desde que foi vendida: Mariana e Brumadinho. Compromisso zero com o meio ambiente e, principalmente, com as vidas perdidas nesses dois tristes episódios.

É importante destacar que, durante os governos comandados pelo campo progressista (Lula/Dilma), foi feito justamente o contrário: esses governos investiram pesado nas estatais, que cresceram e contribuíram com o aquecimento da economia do país e a geração de emprego e renda. O resultado foi um crescimento econômico extraordinário, com distribuição de renda e o Brasil alçado à sexta economia do mundo. Com o golpista Michel Temer e Bolsonaro, o país foi jogado para o 12º lugar do ranking das maiores economias do mundo.

É esta a linha de pensamento dos movimentos sindicais, sociais, das centrais e de todos que compõem o campo progressista. Não vamos deixar vender o Brasil. Queremos conscientizar a população sobre os riscos e prejuízos que a venda dessas estatais pode ocasionar, entre eles o que todos conhecem que é a piora nos serviços prestados e o aumento das tarifas.

Privatizar não é a saída para a crise. Depois de dois anos de recessão seguidos de três anos de baixo crescimento, o cenário de 2020 mostra que a receita neoliberal, de redução dos serviços públicos, de venda das estatais e de redução dos investimentos públicos não fez efeito. Não gerou o crescimento necessário para inclusão de milhões de brasileiros.

A nossa economia ainda tem vários gargalos econômicos e sociais e precisa do investimento do Estado: escolas, hospitais, transporte, moradia, saneamento, infraestrutura etc. Esses investimentos precisam do Estado como alavanca. Sem eles não haverá retomada da economia, ainda mais com a pandemia que agravou a economia brasileira, que já ia de mal a pior.

Nossa luta é e sempre será em defesa dos trabalhadores e pela manutenção dos empregos e o fortalecimento das empresas públicas, sobretudo dos bancos públicos. Não vamos nos calar frente a esse desmonte porque prejudica o financiamento da habitação, agricultura, obras de infraestrutura, projetos de geração de renda e políticas sociais, entre outros. Os bancos públicos precisam ser fortalecidos, pois desempenham um papel fundamental na economia brasileira e são um importante instrumento de política econômica e de promoção ao desenvolvimento econômico e social. Nós estamos “NaLutaComVocê! Não vamos deixar vender o Brasil!

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