Sindicatos são fundamentais na pandemia e na sociedade Pós-Covid

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Que estamos enfrentando uma pandemia mundial não é mais novidade para ninguém. A pandemia paralisou economias, países, derrubou índices de emprego e, principalmente, dizimou milhares de vida mundo a fora. Só aqui no Brasil, já são mais de cinco milhões de casos e mais de 150 mil mortos.

Diante de um governo inapto e incompetente para gerir tamanha crise, notadamente, onde os sindicatos atuaram de maneira decisiva e foram fundamentais para salvar vidas. Onde os sindicatos puderam defender seus trabalhadores, estes tiveram mais acesso a equipamentos de proteção individual como máscaras, álcool em gel etc.

Os sindicatos foram cruciais na proteção dos trabalhadores e asseguraram que o contágio pela covid-19 não se acelerasse tão rapidamente. Essas experiências bastam para mostrar a importância, o papel crítico que os sindicatos desempenharam na gestão da crise sanitária.

No que diz respeito à categoria bancária, no dia seguinte à decretação da pandemia pela OMS, já estávamos negociando com os banqueiros e conquistamos, entre outras vitórias, o trabalho home office, horário de funcionamento especial nas agências, sanitização das unidades, proteção individual para quem tinha de exercer o trabalho presencial e até a garantia de emprego enquanto durar a pandemia. Tudo isso veio da atuação dos sindicatos em todo o Brasil, aliado ao Comitê de Crise e ao Comando Nacional dos Bancários. Além disso, realizamos uma campanha salarial em plena pandemia e garantimos, também através da negociação, a manutenção de todos os direitos da Convenção anterior, por dois anos, e barramos várias propostas de retiradas de direitos orquestradas pelos banqueiros.

Falando no setor financeiro, a pandemia também deixou claro que é fundamental que o setor funcione de forma satisfatória para todos, o que nos dá margem para tentar construir o sistema financeiro que queremos.

O papel dos bancos públicos, sobretudo da Caixa, se mostrou fundamental para alavancar a crise durante e no pós-pandemia. Isso já havia sido demonstrado na crise internacional de 2008, quando políticas anticíclicas adotadas pelos governos Lula/Dilma ajudaram o país a sair da crise. Também em 2020, os bancos públicos foram imprescindíveis, viabilizando o acesso a créditos e políticas públicas àqueles que mais necessitavam, ajudando a manter, minimamente, nossa economia.

Diante disso, nós podemos concluir que esse é o momento em que os sindicatos são mais necessários do que nunca. Além de tornar os trabalhadores mais conscientes do que está acontecendo, o sindicato atua diretamente na proteção dos trabalhadores e na defesa dos bancos públicos, como parte extremamente necessária na retomada da economia. Mas o Sindicato não faz nada sozinho. Nós precisamos da sua mobilização, do seu engajamento para conquistarmos vitórias futuras.

A covid-19 expôs as fraquezas da nossa sociedade, da nossa economia, o excesso de desigualdade. Precisamos agora cobrar do governo federal que saia urgentemente da sua inatividade e comece a governar de maneira humanitária, fortalecendo as políticas públicas e os cidadãos brasileiros. Esse é, agora, o nosso desafio. Estamos #NaLutaComVocê.

José Eduardo Rodrigues Marinho, presidente em exercício do Sindicato dos Bancários do Ceará

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