Só uma proposta progressista pode reconstruir nossa nação

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Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

A disparada da inflação, que cria entraves ao crescimento da economia e, consequentemente, derruba a geração de empregos, é uma péssima notícia para os milhões de desempregados e os que foram obrigados a aceitar empregos precários para sobreviver com um mínimo de dignidade.

Estamos no pior dos mundos. Existe hoje no Brasil um grande contingente de desempregados, o que pressiona para o rebaixamento das condições de trabalho. Desse modo, quem consegue um emprego ocupa uma vaga precária ou informal, que não garante a segurança necessária para os trabalhadores e suas famílias.

E o futuro não é nada animador. Segundo o Boletim Focus do Banco Central (BC), com projeções de mais de cem instituições financeiras, empresas e consultorias do país, a inflação do Brasil neste ano será a maior desde 2015, mas deve desacelerar para a metade disso em 2022, mas muitos economistas duvidam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, caia no ano que vem.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, que tem dados concretos e não estimativas do mercado, revelou que quase 70% do aumento da população ocupada no trimestre móvel encerrado em agosto, frente ao trimestre anterior, veio de trabalhos informais, sem direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como 13º salário, férias, descanso semanal remunerado entre outros. Ainda de acordo com o IBGE, o número de trabalhadores por conta própria atingiu novo recorde e chegou a 25,409 milhões de pessoas, o que representa uma alta de 4,3% (mais 1 milhão de pessoas) frente ao trimestre móvel anterior, encerrado em maio. Esse grupo é formado por trabalhadores sem vínculos empregatícios e, em média, têm renda inferior à dos demais trabalhadores, assim como os informais.

Para agravar o quadro, diante de tudo isso, não temos uma política consistente de retomada da economia inclusiva, diante da falta de propostas efetivas de geração de emprego por parte do governo Bolsonaro, que até agora não apresentou sequer uma medida neste sentido.

Por sua vez, Bolsonaro acabou com um dos maiores programas de distribuição de renda à população mais carente, o Bolsa Família, para substituí-lo por outro claramente eleitoreiro, o Auxílio Brasil, que já nasceu com data para acabar: em novembro do ano que vem, logo após as eleições. Além disso, para financiar o programa, Bolsonaro quer dar um calote nos setores da educação e da saúde, com a famigerada PEC dos Precatórios.

O papel do Estado é dar apoio a quem precisa até que a pessoa saia da condição de miséria e não vincular o pagamento a um período, sobretudo, o período eleitoral. Mas está claro que o governo Bolsonaro despreza o social.

Precisamos de um governo que pense nas pessoas e que inclua os mais necessitados no Orçamento, mas com responsabilidade. Em contrapartida, o que estamos vendo são os recursos para os pobres sendo retirados e direitos sociais sendo desconstruídos, o que deve agravar ainda mais as desigualdades no nosso país. Precisamos construir a unidade para tirar essa postura política nociva e excludente do poder. #VidaÉLuta!

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