Todo o nosso apoio à luta dos trabalhadores argentinos contra as políticas de Milei

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O Sindicato dos Bancários do Ceará se solidariza com o povo argentino que vem sofrendo com as decisões políticas e econômicas do presidente Javier Milei.

Os trabalhadores argentinos vão realizar uma greve geral no próximo dia 24/1 criticando, entre outras medidas, o Decreto Nacional de Urgência que desmantelou os sistemas de proteção laboral, social, saúde, desregulamentou a economia interna e externa, comprometeu a atividade da indústria nacional e abre às portas para a privatização das empresas públicas. Outro projeto de lei do presidente argentino, o Omnibus, agrava ainda mais a situação ao dar superpoderes ao governo Milei para a adoção de medidas autoritárias, perseguição e repressão dos protestos, greve e manifestações.

Nós, como trabalhadores brasileiros, nos solidarizamos com o povo argentino e estamos particularmente indignados e alarmados com tamanha gravidade do conjunto de medidas apresentadas pelo atual presidente argentino, que ainda em 2023 publicou o Decreto de Urgência Nacional (DNU) e o Projeto de Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos, a “lei Omnibus”, que juntos destroçam um dos sistemas de proteção social e garantia de direitos laborais mais consolidados no mundo, além de criminalizar os protestos sindicais e sociais, uma grave agressão à liberdade sindical e à própria democracia.

A “Lei Omnibus”, na prática, é uma afronta direta contra a liberdade sindical, direito de greve, direito de protesto e manifestação, direitos preservados nas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as quais a Argentina é signatária, além da violação direta da Declaração Socio laboral do Mercosul em seus artigos 16, 17 e 18.

Mas, a classe trabalhadora, o movimento sindical e o conjunto das forças democráticas vencerão mais uma vez, pois o que nos une é a solidariedade de classe.

Nunca esqueceremos a solidariedade recebida dos trabalhadores argentinos na luta contra a reforma Trabalhista brasileira em 2017; a solidariedade e presença determinada na campanha Lula Livre e na resistência aos tempos recentes de obscurantismo no Brasil, durante o governo Bolsonaro. Nesses e em outros momentos de nossa história quando enfrentávamos inimigos poderosos, que tudo fizeram para destruir o movimento sindical, nunca estivemos sozinhos, porque a solidariedade internacional esteve presente. As centrais sindicais argentinas estiveram ao nosso lado, lutando, e agora nós estaremos ao lado do movimento sindical argentino lutando para resistir aos intentos autoritários de Milei e impor uma derrota do tamanho da nossa solidariedade.

Nossa luta é para derrotar as políticas de Milei e resgatar a dignidade e a esperança da classe trabalhadora. Juntos somos mais fortes!

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