Trabalhadores protestam contra altas taxas de juros do Banco Central

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Nesta terça-feira (14/2), bancários e bancárias de todo o Brasil protestam contra os juros altos impostos pelo Banco Central (BC). Em Fortaleza, diversas lideranças estudantis, sindicais e da sociedade civil organizada estiveram presentes em frente à sede do Banco Central para cobrar juros baixos já!

A Selic, a taxa básica, está em 13,75%, a mais alta do mundo, e o BC sinaliza que a manterá nesses patamares elevados pelo menos até dezembro. Os atos foram organizados pelo Comando Nacional dos Bancários, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e diversas outras entidades. Às 11 horas de Brasília, também aconteceu um tuitaço com a hashtag #JurosBaixosJá.

Todos os manifestantes foram unânimes em afirmar que não podemos continuar com um Banco Central (BC) que serve aos interesses do mercado financeiro. O atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, fez campanha para o governo Bolsonaro e continua fazendo a política econômica de Paulo Guedes.

Os juros em níveis altos tornam o investimento produtivo menos viável e desestimula o consumo, por forçar o aumento das taxas em todo o sistema bancário. Já os juros em queda estimulam o aquecimento da economia, porque o crédito fica mais barato, tanto para empresas quanto para os consumidores, o que favorece as vendas das empresas, gerando mais empregos e arrecadação.

O BC deve servir aos interesses do povo, à criação e manutenção de emprego. Mas, o que temos observado, é que o Banco Central não tem autonomia em relação ao mercado financeiro, quando pratica juros básicos tão altos. Então, defendemos, sim, um BC com autonomia e que, de verdade, colabore, em suas decisões, para o desenvolvimento do país.

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