Trabalhadores unidos contra a PEC 32 da Reforma Administrativa

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Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

A batalha contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, que destrói o serviço público do Brasil e ataca os servidores é de todos os brasileiros. Unidos, todos vão lutar também contra os demais ataques do governo Bolsonaro à classe trabalhadora.

A PEC 32 acaba com a estabilidade dos servidores e, por isso, ameaça o funcionamento dos serviços públicos, em especial os que mais a população necessita como saúde e educação. A reforma Administrativa, portanto, atinge a todos os trabalhadores.

É preciso deixar claro para todos que a luta é de toda a classe trabalhadora porque tanto a PEC 32 de Bolsonaro, quanto barrar as privatizações e pressionar pela geração de emprego decente são de interesse de todos.

Por isso, na próxima quarta-feira, 18 de agosto, haverá um dia de luta marcado pela mobilização de trabalhadores de várias categorias profissionais em todo o país em apoio à greve de servidores federais, estaduais e municipais, por emprego e direitos.

As mobilizações estão sendo convocadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais e também incluem as pautas emergenciais para população brasileira, que tem amargado na pele a falta de compromisso do governo Bolsonaro. São elas o auxílio emergencial de R$ 600 para que trabalhadores possam sobreviver neste período de crise econômica e sanitária; vacina já; mais empregos; e contra a retirada de direitos como propõe a MP 1045 – a reforma Trabalhista de Bolsonaro. Também haverá mobilizações nas redes sociais, assembleias, panfletagens e protestos no Brasil inteiro.

Reunido no último dia 12/8, o Comando Nacional dos Bancários aprovou o engajamento da categoria bancária nesse dia nacional de luta, já que a PEC 32 afeta trabalhadores de todas as empresas públicas, incluindo os bancos. A participação no ato já havia sido aprovada recentemente em congressos da Caixa, BB, Basa, BNDES e BNB. A reforma extingue a estabilidade de futuros servidores, amplia a contratação de comissionados, reduz concursos públicos e acaba com garantias como adicionais por tempo de serviço e promoções de carreira. Isso prejudica diretamente os bancos públicos. A Caixa Federal, por exemplo, foi a responsável pelo acesso ao auxílio emergencial por mais de 69 milhões de brasileiros no ano passado.

É mais uma ameaça ao emprego na categoria, mas também compromete o desenvolvimento econômico do país. Os bancos públicos são ferramentas de indução de políticas econômicas que infelizmente o governo Bolsonaro não utiliza. Pelo contrário, quer igualar os bancos públicos aos privados e, depois, privatizá-los.

Além de afetar os servidores, a PEC 32 tem sérios impactos na vida de toda a população. Por exemplo, os servidores de uma prefeitura estariam à mercê da administração do momento. Isso afeta serviços públicos como os de Saúde e Educação e reduz ainda mais o papel do estado, principalmente no atendimento da população mais pobre.

Precisamos transformar o dia 18 de agosto em um dia nacional de luta contra o que o governo Bolsonaro representa, de miséria e mortes pelo país afora. É preciso denunciar as medidas do governo Bolsonaro que atacam os direitos dos trabalhadores. A PEC 32 quer privatizar o atendimento público a todos e não podemos permitir que isso aconteça. #EstamosNessaLutaComVocê.

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