ARTIGO: a diferença entre o discurso de um verdadeiro líder de estado e de um genocida

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Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

Após a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou as condenações impostas pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) na Operação Lava-Jato, o ex-presidente Lula fez seu primeiro pronunciamento oficial ao povo brasileiro, em tempos de pandemia. A decisão de Fachin devolveu os direitos políticos de Lula, que agora poderá se candidatar a qualquer cargo público. Em seu pronunciamento, ele criticou a gestão de Jair Bolsonaro no combate a pandemia e se solidarizou com às famílias das vítimas da Covid-19.

Lula também falou sobre o voto do ministro Gilmar Mendes, no julgamento do processo sobre a suspeição de Moro, declarando a parcialidade do ex-juiz nas sentenças contra ele, que resultaram em sua prisão. Para Lula, o STF finalmente reconheceu que ele foi vítima de uma farsa e que não teve um julgamento justo.

Ele citou o estado de vulnerabilidade e miséria de milhões de brasileiros impactados pela crise econômica do país, agora aprofundada pela pandemia. O ex-presidente fez ainda um alerta para a situação atual do Brasil, chamando a atenção para a necessidade de uma reação contra o governo Bolsonaro a quem Lula fez críticas pela falta de uma condução “digna de um presidente da República”, tanto na economia como no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Lula afirmou que Bolsonaro, como presidente, deveria ter montado um comitê de crise, logo em março do ano passado, no início da pandemia, com a participação do ministro da Saúde, secretários estaduais de Saúde, além de médicos, infectologistas e cientistas para tomar decisões no sentido de orientar a população sobre o que fazer. Segundo ele, era ainda preciso priorizar dinheiro para a Saúde e comprar todas as vacinas que pudéssemos.  Mas sequer aceitamos as vacinas que a Pfizer nos ofereceu e isso, segundo Lula, aconteceu porque temos um presidente que preferiu investir seus esforços num medicamento comprovadamente sem eficácia contra a Covid-19 e que menospreza o sofrimento das vítimas e de suas famílias, chamando o luto dessas pessoas de “mimimi”. Para Lula, muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas se tivéssemos um plano de ação eficaz de enfrentamento, o que não houve até agora com o governo Bolsonaro.

Mas o discurso de Lula repercutiu no Planalto. Poucas horas depois, Bolsonaro e parte de sua equipe apareceram de máscara, cumprindo distanciamento social, para anunciar a assinatura de um decreto que libera a compra de vacina por governadores e industriais para combater a Covid e sua rede de internet começou a tentar viralizar uma foto com os dizeres: “nossa arma é a vacina”, tentando tirar o caráter negacionista que Bolsonaro vem adotando durante toda a pandemia. Só esqueceram de combinar com o filho dele, Eduardo, que fez uma live com palavras chulas, criticando o uso de máscara, o que reflete o verdadeiro pensamento dos Bolsonaros.

O discurso de Lula mostra um político que se preocupa com seu povo, com seu país. Enquanto Bolsonaro, desde que assumiu atinge quem questiona suas ações apáticas e absurdas com xingamentos de baixo calão, minimiza a pandemia e a morte das pessoas, que já supera as duas mil diárias, e que negligenciou a compra de vacinas, corta verbas de UTI’s no pior momento da pandemia no país, agindo como um verdadeiro genocida.

O discurso de Lula, digno de um verdadeiro chefe de Estado, nos dá esperança e força para lutar por um país mais digno e justo para todos. A história se encarregará de colocar Bolsonaro e seus asseclas no seu devido lugar. E nós não descansaremos até que isso aconteça! Estamos #NaLutaComVocê.

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