Bancários do Ceará rejeitam proposta da Fenaban com 98%

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Os bancários do Ceará votaram em peso na assembleia virtual que aconteceu na noite desta sexta, 26/8, através do sistema VotaBem. Foram tantos acessos ao mesmo tempo, em todo o Brasil, que o sistema congestionou por algum tempo. Ao final, os bancários cearenses rejeitaram a proposta rebaixada oferecida pela Fenaban com 98%. Além disso, 94% dos votantes aprovou transformar a assembleia desta sexta em assembleia permanente, podendo ser convocada a qualquer momento uma nova assembleia.

No início da noite, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) havia apresentado a proposta de reajuste salarial de apenas 75,8% da inflação, o que leva a categoria bancária a uma perda real de 2% nos salários. Do total de votantes em todo o Brasil, 98,47% rejeitaram a proposta.

Além de rejeitar a proposta, 92,20% dos votantes em todo o país aprovou o estado de assembleia permanente. Com isso, a assembleia fica em aberto e os sindicatos poderão convocar a categoria a uma nova deliberação sem a necessidade de cumprimento dos prazos legais de convocação de assembleias estabelecidos e sem a necessidade de novas publicações em jornais de grande circulação, bastando apenas uma convocação simples nos veículos de comunicação do próprio Sindicato.

“A maior assembleia da categoria aconteceu em 2020 com mais de 4000 bancários votando. É resposta da categoria, que está atenta, junto com Sindicato e Comando Nacional, participativa. Mais de 20% de todos os bancários da ativa votaram. O recado dos bancários e do Sindicato para os bancos é que chega de enrolação, paciência tem limite, queremos aumento real, VA e VR maior, PLR justa, garantias coletivas no teletrabalho, repúdio ao assédio sexual e combate à cobrança de metas abusivas. Comemoramos o dia do bancário com organização, luta e unidade para defender categoria”, avalia o presidente do Sindicato e da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo.

CONFIRA ABAIXO O RESUMO DAS NEGOCIAÇÕES:

PRIMEIRA RODADA: Bancários e Fenaban definem temas e calendário das mesas de negociação;

SEGUNDA RODADA: Em mesa com a Fenaban, trabalhadores reivindicam fim das demissões e das terceirizações;

TERCEIRA RODADA: Negociação com a Fenaban conquista avanço no combate ao assédio sexual;

QUARTA RODADA: Negociação com a Fenaban aponta para avanços no teletrabalho;

QUINTA RODADA: Em mesa sobre segurança, Fenaban mostra descaso com proteção de bancários e clientes;

SEXTA RODADA: Mesmo diante de dados, bancos negam adoecimento dos bancários em função do trabalho;

SÉTIMA RODADA: Com lucros nas alturas, bancos podem atender reivindicações por aumento real e reajuste maior nos tickets;

OITAVA RODADA: Bancários reivindicam reajuste na PLR, mas banqueiros não apresentam resposta;

NONA RODADA: Fenaban apresenta proposta insuficiente para cláusula de teletrabalho;

DÉCIMA RODADA: Bancos não apresentam proposta sobre metas ou assédio;

DÉCIMA PRIMEIRA RODADA: Fenaban enrola mais uma vez e bancários vão às ruas para cobrar proposta já;

DÉCIMA SEGUNDA RODADA: Fenaban apresenta proposta indecente: reajuste de apenas 65% da inflação;

DÉCIMA TERCEIRA RODADA: Bancos apresentam mais uma proposta absurda: reajuste com perdas no VA e VR;

DÉCIMA QUARTA RODADA: Bancos enrolam mais uma vez e não apresentam proposta de índice;

DÉCIMA QUINTA RODADA: R$ 9 mi garantido para cada executivo em 2022. E para bancários, nada?

DÉCIMA SEXTA RODADA: Desrespeito! Fenaban volta à mesa sem índice e propõe retirar direitos na PLR;

DÉCIMA SÉTIMA RODADA: Com lucros bilionários, bancos propõem reajuste abaixo da inflação para salários.

Fonte: SEEB/CE com informações da Contraf-CUT

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