Bancários do Ceará vão às ruas em defesa da aposentadoria e dos bancos públicos

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Os bancários cearenses aderiram à greve geral do último dia 14/6, organizada pelas centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo em defesa da Previdência pública. Cerca de 70 agências bancárias paralisaram suas atividades, incluindo Capital e Interior. Em Fortaleza, a paralisação foi concentrada no Centro da cidade, mas em diversos bairros também houve adesão ao movimento.


A categoria se juntou à marcha dos trabalhadores que se concentraram na Praça da Bandeira e, durante a manhã, percorreram as principais ruas do Centro de Fortaleza, em caminhada que terminou na Praça do Ferreira.


O presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo, afirmou que os trabalhadores deram um importante recado ao governo Bolsonaro contra os absurdos propostos para a Previdência. “O movimento sindical bancário é um dos mais fortes e atuantes do país. Por isso mais uma vez estamos exercendo nosso legítimo direito de greve, e por motivos fundamentais: pela defesa do direito à aposentadoria ameaçada pela proposta de reforma do atual governo. E contra todos os retrocessos que estamos vivendo no país, como o desmonte da Caixa e do BB, dos projetos sociais, os cortes na educação e o alarmante nível de desemprego”, ressaltou ele.


Pelo menos outras 15 cidades do Ceará registraram atos e caminhadas referentes à greve geral e, em muitos municípios, houve bloqueios das rodovias. Estudantes e diversas categorias profissionais foram mobilizados para os atos. Foram registradas manifestações nos municípios de Juazeiro do Norte, Monsenhor Tabosa, Itapipoca, Beberibe, Iracema, São Gonçalo do Amarante, Iguatu, Crateús, Sobral, Cedro, Jaguaribe, Baturité, Quixadá, Russas, Quixeramobim, Tauá e Paracuru.


Em Fortaleza, o protesto contra os atos do governo federal iniciou por volta das 8h30, quando a Av. da Universidade, no Benfica, foi bloqueada por manifestantes que, em seguida, seguiram para a grande concentração na Praça da Bandeira.